domingo, abril 12, 2026
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ISD promove treinamento para identificação precoce da Doença de Parkinson na Atenção Primária em Saúde

Foto: Ascom-ISD

Profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) participaram, nesta segunda-feira (6), de um treinamento conduzido pela equipe multidisciplinar da linha de cuidado da Doença de Parkinson do Instituto Santos Dumont (ISD). A atividade de educação em saúde teve como objetivo discutir ferramentas para o diagnóstico precoce e o manejo adequado de pacientes acometidos pela enfermidade.

O treinamento ocorreu no Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), unidade do ISD em Macaíba que concentra atendimentos e pesquisas voltadas ao Parkinson. Participaram do evento cerca de 80 profissionais da APS dos municípios de Natal, Parnamirim, Extremoz, São Gonçalo do Amarante e Macaíba, cidades que compõem a 7ª Regional de Saúde do Rio Grande do Norte.

A programação contou com palestras conduzidas por especialistas do ISD em neurologia, neuropsicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e fisioterapia. “Essa diversidade de abordagens garante uma visão ampliada sobre a atuação da equipe multidisciplinar no acompanhamento de pacientes com Parkinson”, afirmou a preceptora neuropsicóloga Joísa Araújo, que atua na linha de cuidado da doença no Instituto.

A profissional ressaltou que o treinamento integra as atividades do mês de conscientização sobre a Doença de Parkinson. A escolha de abril remete ao Dia Mundial da Doença de Parkinson (11 de abril), data de nascimento de James Parkinson, médico britânico que publicou a primeira descrição detalhada do distúrbio, então chamado de “paralisia agitante”.

O Parkinson é uma enfermidade crônica, progressiva e degenerativa que afeta funções vitais como os movimentos e o equilíbrio, resultando em lentidão na mobilidade, tremores, diminuição dos reflexos e alterações do sono. A doença compromete o sistema nervoso central, dificultando a comunicação entre as células nervosas, o que desencadeia os sintomas motores e não motores.

Segundo o preceptor médico neurologista do ISD, Agábio Diógenes, a compreensão desses diferentes sinais é crucial para identificar a doença ainda no início. “Muitas vezes o Parkinson é associado apenas aos tremores, mas os sintomas são variados e podem incluir desde a rigidez muscular até alterações sutis na escrita ou no olfato. Por isso, o profissional de saúde deve estar atento para o diagnóstico precoce, uma vez que quanto antes identificarmos, melhor conseguimos preservar a qualidade de vida do paciente”, explicou o médico.

Esse olhar apurado na ponta do atendimento é o que permite que o fluxo de tratamento seja mais assertivo. “A partir das trocas realizadas durante o treinamento, conseguimos fortalecer a linha de cuidado da Doença de Parkinson por meio de uma maior integração com a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência”, concluiu Joísa Araújo.

Instituto Santos Dumont – Assessoria de Comunicação

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