sexta-feira, abril 17, 2026
Brasil

Lula menciona similaridades entre Brasil e África do Sul e diz que se países não se prepararem, podem ser invadidos

Lula e Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, no Palácio do Planalto. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República/Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta segunda-feira (9) o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para reuniões de trabalho no Palácio do Planalto. Durante o encontro, os dois líderes assinaram acordos para ampliar a relação entre os dois países.

Na ocasião, os presidentes deram uma declaração conjunta à imprensa. Lula mencionou as similaridades entre Brasil e África do Sul e disse que, se países não se prepararem, podem ser invadidos.

“Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui ninguém tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica, aqui os nossos drones são para agricultura, para fins de tecnologia e não para guerra. Então, nós pensamos em defesa como dissuasão, mas eu não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que, se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, argumentou.

“Então, essa é uma coisa que o Brasil tem necessidade similar à necessidade da África do Sul e que, portanto, nós precisamos juntar o nosso potencial e ver o que a gente pode produzir junto, construir junto. Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, nós poderemos produzir. O que precisa é nós nos convencermos que ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos, prosseguiu.

O presidente brasileiro reforçou ainda a posição do Brasil como país pacífico e criticou a guerra no Oriente Médio, além do impacto na economia. Lula citou também o preço elevado do petróleo.

“Expus ao presidente Ramaphosa minha profunda preocupação com a escalada do conflito no Oriente Médio, que representa uma grave ameaça à paz e à segurança internacional, com impactos humanitário e econômico de amplo alcance. Esses conflitos produzem efeitos deletérios sobre as cadeias de energia, insumos e alimentos”, ponderou.

“São os mais vulneráveis sobretudo mulheres e crianças que sofrem o impacto mais severo dessas crises. O diálogo e a diplomacia constituem o único caminho viável para a construção de uma solução duradoura. É importante lembrar que, por conta da guerra do Irã, o preço do combustível já está subindo em quase todo o mundo. O preço do petróleo está subindo muito e deve subir em todos os países do mundo”, arrematou.

Saiba mais aqui.

Fonte: Portal g1 Brasília 

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