‘Não sei o que fazer da minha vida’, diz irmã de refém que morreu carbonizado após perseguição em Natal

“Nossa vida era para cuidarmos do nosso pai e da nossa mãe. E agora não sei o que vou fazer da minha vida junto com eles dois”.
O lamento é de Hilda Domingos, irmã do motorista por aplicativo Hilton Domingos da Silva, de 53 anos, que morreu carbonizado na tarde desta quarta-feira (18) depois do carro em que estava cair de um penhasco e pegar fogo durante uma perseguição policial.
Hilton, que estava desempregado há cerca de um ano, foi feito refém por dois criminosos. Um deles também morreu dentro do veículo no acidente. O outro, um menor de idade, conseguiu escapar e foi apreendido pela Polícia Militar.
“Ele era a pessoa mais maravilhosa do mundo, fazia favor pra todo mundo, podia ser quem fosse, a hora que fosse. Quem pedisse ajuda a ele, ele ia. Deixava de fazer as coisas dele pra fazer a dos outros”, lamentou a irmã de Hilton.
Policiais estão estáveis
A viatura da PM que perseguia os criminosos também caiu do penhasco na pista. Os três policiais que estavam na ação estão internados, mas o estado de saúde é estável.
O comandante da guarnição passou por exames, não precisou de cirurgia e tem a expectativa de alta até esta quinta-feira (19). Um dos soldados, por sua vez, fez um cirurgia no braço, mas também tem quadro estável.
A situação de um segundo soldado foi a mais preocupante. Ele teve duas fraturas no fêmur e uma na mão direita. A PM informou que o quadro dele também é está estável, que ele conversa normalmente e falou com familiares e amigos, inclusive. Após a cirurgia, ele deve ser transferido para um hospital privado.
G1 RN

