NOTA DO SINSENAT SOBRE AS RECENTES DECLARAÇÕES DO PREFEITO ÁLVARO DIAS

Desde o início da pandemia, os dirigentes do SINSENAT vivem o cotidiano dramático dos profissionais de saúde, da assistência social, da fiscalização e da segurança pública devido a incompetência da gestão municipal em garantir as medidas mais básicas e urgentes para segurança dos trabalhadores e o bom funcionamento do serviço público.


No início de abril, tivemos que recorrer à mediação do Ministério Público do Trabalho para exigir da Prefeitura a garantia de equipamentos de proteção individual, o afastamento dos servidores acima de 60 anos e o cumprimento da determinação do pagamento de 40% da insalubridade para os servidores que trabalham nos serviços essenciais. Medidas que ainda não foram integralmente adotadas.


Não há um local no serviço público municipal, após 4 meses de pandemia, que tenha condições de funcionamento para o atendimento adequado da população. E mesmo assim, o Prefeito se recusa a efetivar a decisão do Conselho Municipal de Saúde de decretar o “lockdown” na capital potiguar – deliberada com base na aceleração dos casos da covid-19 e na situação insustentável das unidades de saúde em dar conta da crescente demanda.


Face a tudo isso, consideramos extremamente desonestas as afirmações do Prefeito Álvaro Dias, em entrevista na Tribuna do Norte nesta quarta (03), de que a responsabilidade da crise seja apenas do governo estadual, como se ele, Prefeito da capital potiguar, não tivesse qualquer responsabilidade ou dever com a situação atual.


Desde o início, o SINSENAT alertou inúmeras vezes, com base nas evidências científicas mais atuais, que era necessário e urgente fortalecer e preparar o serviço público municipal para os enormes desafios que teríamos pela frente. No entanto, além de não escutar os servidores e suas entidades representativas, o Prefeito insiste no funcionamento de atividades não essenciais da cidade, favorecendo aglomerações e contágios.


Assuma a responsabilidade que lhe cabe, Prefeito! Escute os profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia e tome as medidas necessárias para que a situação da população de Natal não piore ainda mais.

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