sexta-feira, julho 3, 2026
Rio Grande do Norte

Número de empresas fechadas no RN cresce 28,4% no 1º semestre

Foto: Magnus Nascimento

O Rio Grande do Norte registrou o fechamento de 3.729 negócios no primeiro semestre de 2023, entre micro, pequena, média e grandes empresas, um aumento de 28,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram fechadas 2.904 empresas. Os dados são da Junta Comercial do RN (Jucern) e indicam que o Estado segue tendência nacional. Segundo um levantamento da Contabilizei, empresa de serviços de contabilidade, em todo o País, 427.934 empresas encerraram as atividades nos seis primeiros meses deste ano. Para o economista William Eufrásio, a política de juros do País e a lenta retomada da economia, são as causas para o cenário atual.

De acordo com os dados da Jucern, de janeiro a junho de 2022, 5.496 empresas foram abertas no RN, ante as 2.904 que fecharam as portas, resultando em um saldo de 2.592 novos negócios. Em 2023, foram 5.066 empresas abertas e 3.729 fechadas, um saldo de 1.337 negócios (redução de 48,4% em relação ao mesmo período do ano anterior). Em ambos os recortes, as microempresas lideram o número de negócios abertos (4.305 em 2022 e 3.913 em 2023) e fechados (2.333 em 2022 e 3.113 neste ano), seguidas das empresas de pequeno porte, com 792 aberturas e 215 fechamentos no ano passado e 699 negócios abertos e 263 encerrados neste ano.

Os demais tipos de empresa (médio e grande porte) somaram 399 aberturas e 356 fechamentos em 2022 e 454 novos negócios e 353 encerramentos em 2023.Neste ano, os meses de junho, março e janeiro foram os que mais registraram perdas, com 722, 714 e 656 empresas fechadas, respectivamente. Fevereiro (com 590 empresas fechadas), maio (com 534) e abril (com 513), vêm em seguida. Para fugir das estatísticas, o advogado Joanderson Fernandes preferiu se desafazer do negócio criado em janeiro de 2020.

Após três anos de funcionamento, ele decidiu vender, em janeiro deste ano, a padaria que montou para buscar uma fonte de renda extra. “Desisti do negócio por causa das dificuldades com mão de obra, inflação e concorrência desleal. Destes, asseguro que o maior desafio é lidar com a rotatividade de colaboradores. É algo desgastante para o pequeno negócio”, relata.

Para o economista e professor da UFRN, William Eufrásio Nunes, o cenário macro da economia é o princípio fator de dificuldade para as empresas. Ele lembra que o Estado ainda vive sob os resquícios dos efeitos provocados pela pandemia de covid-19 e, além disso, a taxa de juros do Brasil também influencia no cenário de perdas.

No entanto, a expectativa, indica o economista, é de que haja uma melhora nos dados a partir deste semestre. “Nós ainda estamos em um período de ajustamento, com a taxa de juros caindo lentamente. Tivemos a pandemia, onde muitas empresas sofreram bastante com queda de demanda. Ao mesmo tempo, a crise provocou muito desemprego e, embora tenhamos um mercado de trabalho que vem melhorando, ainda não há um aquecimento da economia com os salários de antigamente”, explica o professor.

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Tribuna do Norte

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