O papel das mulheres na gestão pública no Rio Grande do Norte

A linha divisória entre o mundo particular da família, na qual ficavam as mulheres, e o mundo público do trabalho e sucesso profissional, em que estavam os homens, está cada vez mais tênue. Hoje, muito se avançou no caminho para a igualdade entre os sexos devido à permanente luta feminina em busca de espaço e reconhecimento profissional, que vem assegurando direitos e garantindo novas oportunidades. Em diversos setores da gestão pública no Rio Grande do Norte, a presença feminina vem sendo cada vez mais notada.

Conversamos com egressas do curso de Gestão de Políticas Públicas (GPP), do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), que hoje ocupam cargos estratégicos na gestão pública em setores municipais e estaduais que relataram suas experiências no campo de políticas públicas.

Yara Costa, secretária Municipal de Igualdade Racial, Direitos Humanos, Diversidade, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência de Natal (SEMIDH).

“As mulheres, na gestão pública, têm o papel de direcionar a gestão por outra perspectiva, na qual o acolhimento, a sensibilidade e o respeito se tornam base para construir uma agenda pública inclusiva e participativa. Temos o poder de lidar com as adversidades e de acelerar os processos para garantir os melhores resultados possíveis”.

Yara Costa tem 25 anos, atuou nos movimentos estudantil, de juventude, de mulheres negras e do campo de públicas. Atualmente é secretária da SEMIDH.

Amábile Virgínio, subcoordenadora de Execução Orçamentária na Secretaria de Planejamento e Finanças do Governo do Estado

“Dados referentes à participação das mulheres em esferas do governo mostram ainda uma sub-representatividade, indicando que a desigualdade no campo da gestão pública é reflexo direto dos campos cultural, social e econômico. Ainda com as transformações sociais e as novas metodologias gerenciais que trouxeram novos papéis de liderança e ampliaram as oportunidades, existe ainda a necessidade de luta diária. A igualdade de oportunidades é também uma questão de democracia, de empoderamento feminino, de inclusão social e de responsabilização pelos rumos da sociedade. Frente a essa realidade, cada uma de nós, hoje, possui um papel fundamental nessa luta. Embora pareça uma atuação individual, é necessária a compreensão de que cada espaço ocupado por uma mulher reflete e impacta no contexto geral. Juntas somos capazes de empenhar esforços para uma mudança profunda, e necessária, frente a uma realidade marcada pelo afastamento da mulher desse meio”.

Saiba mais aqui.

por Ascom CCHLA e DPP

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