Por uma aprendizagem teatral: Projetos da EAJ-UFRN inspiram arte e cultura na comunidade

Desde fevereiro de 2017, ações artísticas e culturais, através de oficinas teatrais realizadas no espaço da Escola agrícola de Jundiaí, contemplaram o desejo de buscar novas formatações para a prática do teatro nesta Instituição.

Tendo em vista a importância de ações de formação e capacitação no universo da área humana e, dentre elas, a linguagem da arte, foi proposto O Projeto de extensão “Teatro e formação de agentes culturais”, que terá continuidade em 2019 com a temática “Por uma aprendizagem teatral”, realizado no período de 13 de Setembro a 13 de dezembro de 2019.

Entre os objetivos do Projeto de Extensão, está o processo de formação de um Grupo de Teatro na EAJ-UFRN. Trata-se sobre a vivência do teatro, sobre trabalhar exercícios corporais, vocais e dinâmicas teatrais de interação para com os atores, os alunos da Escola.

“Toda essa experiência tem sido de grande auxílio para todas as apresentações ocorridas dentro da minha turma. Estamos em um momento onde vivemos certo conflito com nosso corpo, tendo no teatro a chance de explorá-lo de outras maneiras, na dança, na interpretação, no canto, etc. Tornando o projeto um momento onde podemos também nos conhecer melhor.” Nos disse a estudante Francillene Caetano, integrante do projeto.

O encontro do grupo é também um momento de troca afetiva, construção de laços e de descontração para os alunos que estudam em tempo integral e são residentes na EAJ. As aulas acontecem na própria Escola Agrícola e atendem 40 alunos ao todo.

O Coordenador do Projeto e quem também ministra as oficinas, Professor Aldair Rodrigues da Silva, diz que o trabalho é muito importante, pois além de revelar o potencial artístico dos alunos, estreita os laços de convivência, afetando a socialização e sua necessidade de pertencimento. “Os exercícios geram também bem estar ao dia corrido com tantas disciplinas para dar conta. Com isso acredito melhorar a aprendizagem. Desenvolve -se a leitura, a oralidade, a criticidade e a sensibilidade do olhar. A experiência tem sido fantástica, pois sinto uma carência muito grande nos discentes em atividades artísticas, além de percebê-los muito talentosos. Eles relatam como se sentem bem trabalhando o corpo, se descobrindo”, conclui o docente.

O grupo já se apresentou em eventos da escola de forma pontual, devido ao processo de formação e à rotatividade de componentes, ora por terminar o curso, ora por ficar sobrecarregado de atividades pedagógicas de outras disciplinas. As aulas acontecem no espaço da sala de dança.

Por Fernanda Macedo – Com supervisão da Comunicação EAJ

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