segunda-feira, abril 27, 2026
Rio Grande do Norte

Presidente do Sinduscon defende parceria público-privada para Caern

Foto: Magnus Nascimento

Diante dos desafios de investir no Rio Grande do Norte, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RN), Sérgio Azevedo, avaliou o cenário atual do Estado, o trabalho do sindicato e as dificuldades enfrentadas de atrair investidores ao RN e defendeu a abertura de capital da Caern. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan News Natal, na sexta-feira (15), o presidente falou sobre a expectativa de investimentos na área da construção civil em 2024, alinhamento dos poderes públicos e os entraves enfrentados pelo Estado no desenvolvimento econômico. Confira entrevista.

Após um ano da aprovação do Plano Diretor de Natal, é possível ver uma mudança significativa?

Existem hoje 42 novos empreendimentos lançados nesta região de Tirol e Petrópolis, que eram inviáveis economicamente no Plano Diretor anterior. Com isso, você deixava de aproveitar bairros da cidade que tinham uma estrutura própria que tem transporte urbano, segurança ou deveria ter, que tem hospital, colégio. Na hora que você afasta a construção dessas novas unidades para bairros distantes, uma vez que eles não conseguem o adensamento destes bairros mais antigos, você prejudica inclusive a mobilidade urbana, porque a pessoa vai morar muito longe e nisso terá que ir de carro porque não é atendido de ônibus, então você vê um engarrafamento. Então, quando a gente traz todas essas pessoas e consegue adensar com responsabilidade os bairros, hoje já existentes com infraestrutura, você consegue melhorar inclusive a questão do trânsito.

O poder público tem ajudado com a questão de licenciamentos, autorizações e entre outros, para que a construção civil comece a efetivar os reflexos do plano diretor?

Não. Temos um Plano Diretor que permitiu vários avanços, mas para que esses avanços aconteçam é preciso, por exemplo, que tenhamos um sistema de esgotamento sanitário que comporte essa construção de novos prédios. Não adianta de nada ter o prédio a ser construído em determinada região e a Caern não entrega a viabilidade, porque não consegue colocar água ou tratar o esgoto daquela região. E nisso vem um assunto super moderno agora que é a questão do ICMS. Se o governo não possui a capacidade de investir, o que ele tem que fazer? Eu digo muito, a iniciativa privada é a solução e não o problema. Se a Caern não tem condição de fazer os investimentos necessários para acompanhar o desenvolvimento da cidade, o que ela tem que fazer? Delegar para a iniciativa privada fazer esse investimento.

Então, o senhor defende a abertura de capital da Caern?

Não tenha dúvida. Não só da Caern como de muitos outros. Eu defendo, por exemplo, a federalização da UERN. O problema do Estado do RN não é arrecadação, é o gasto. A gente está vendo nesses dados estatísticos mais recentes a questão do funcionalismo público. O não aumento do ICMS vai ser extremamente positivo para o Rio Grande do Norte, porque melhora nossa competitividade.

Saiba mais aqui.

Fonte: Tribuna do Norte

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