quinta-feira, maio 21, 2026
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Profissionais da Educação participam de curso sobre baixa visão no ISD

Foto: Ascom ISD

Uma das condições mais comuns entre os estudantes em todo o Brasil, a baixa visão pode acarretar perdas de aprendizagem significativas ao longo da vida escolar caso o ambiente no qual o indivíduo esteja inserido não promova adaptações. Há a necessidade, em muitos casos, de reabilitação adequada a cada aluno(a) inserido na rede. Com o objetivo de reduzir os riscos que envolvem essa temática junto aos estudantes da rede pública de Educação, o Instituto Santos Dumont (ISD) promove o curso ‘Baixa Visão: estratégias e intervenções nas diferentes etapas da vida’, voltado aos profissionais que atuam na Rede Municipal de Educação em Extremoz, Macaíba, Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante.

No Rio Grande do Norte, a deficiência visual nas formas branda ou severa atinge 896.944 crianças de 0 a 14 anos de idade, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses números fazem da deficiência visual, a condição mais comum entre esse público, superando as deficiências auditiva e motora, por exemplo.

“O curso faz os profissionais refletirem e compreenderem as condições que provocam a baixa visão e as suas implicações, especialmente, o potencial visual que essas pessoas têm. Conhecendo, assim, formas e estratégias que possibilitem a inclusão dessas pessoas nos mais diversos ambientes sociais dos quais elas fazem parte”, explica a preceptora pedagoga do ISD, Juliana Pinheiro Magro. O objetivo do curso, em linhas gerais, é compreender e discutir sobre como a baixa visão pode limitar e, também, ser utilizada na promoção da interação e participação ativa de crianças, adolescentes, adultos e idosos no ambiente escolar e social.

O curso em questão faz parte do Projeto “Saúde e Educação no cuidado e prevenção de doenças oculares na 7ª Região de Saúde do Rio Grande do Norte”, e colocará em discussão as implicações da deficiência visual – baixa visão na interação com o ambiente escolar e social. A deficiência visual, quer seja congênita ou adquirida no início ou ao longo da vida, têm consequências em vários aspectos – social, educacional, psicológico -, afetando a independência, a autoestima, a qualidade de vida e a interação de pessoas cegas ou com baixa visão com a família, amigos e comunidade.

Conforme Juliana Magro, o curso foi idealizado a partir de uma demanda formativa que emergiu das próprias Secretarias Municipais de Educação das cidades conveniadas ao ISD. Os profissionais participantes da formação serão multiplicadores do conhecimento adquirido junto aos professores que atuam diretamente nas escolas e também para os técnicos de apoio administrativo que trabalham nas respectivas Secretarias de Educação.

O curso é dividido em conteúdo teórico e prático, que consiste no estudo e debate de concepções sobre o que é a baixa visão, as doenças oculares que provocam essa condição, as intervenções pedagógicas diante de cada uma delas, por exemplo. As preceptoras pedagogas do ISD, Juliana Pinheiro Magro e Luzia Guacira dos Santos Silva, conduzem as atividades, divididas em 20 horas/aula. Nesta quinta-feira, 12, os participantes utilizaram óculos cujas lentes foram adaptadas para simular diferentes tipos de deficiência visual, como astigmatismo e miopia, por exemplo. “Causa agonia não conseguir enxergar bem”, disse Maria Valdenora, pedagoga com 30 anos de experiência.

Aguida Dionísio, pedagoga participante do curso oriunda da Secretaria Municipal de Educação de Parnamirim, afirma que o curso tem uma grande relevância. “Eu acho excelente essa formação, pois não é um assunto difundido nas faculdades, nos cursos de graduação. Não há nada específico para essa área. Aumentamos nosso nível de conhecimento, compreendemos detalhes que a gente não imaginava e nos tornamos multiplicadores para outros professores que atuam nas escolas da rede”, ressalta.

Conhecer sobre a baixa visão em crianças, jovens e adultos permite dirimir concepções errôneas, mitos, compreender como relacionar-se e possibilitar meios e estratégias que promovam um ambiente adequado e uma maior eficiência visual. Além de oferecer estimulação visual adequada e treinamento no uso de auxiliares ópticos e não ópticos, de Comunicação, Orientação e Mobilidade e de Atividades de Vida Diária, quando necessário.

Instituto Santos Dumont (ISD) – Assessoria de Comunicação

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