SAMU cobra medidas após enfermeira ser agredida durante atendimento de urgência

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192 Natal) divulgou, nesta quarta-feira 29, uma nota de repúdio após a enfermeira Alcilene Nogueira ser agredida física e psicologicamente durante um atendimento de urgência realizado no último domingo 26, em Natal. Segundo a instituição, a profissional foi atacada enquanto prestava socorro ao próprio agressor, sofreu lesões físicas e abalo emocional e, mesmo com a prisão em flagrante do suspeito, ele foi liberado após prestar depoimento.
Na nota assinada pela coordenadora-geral do SAMU 192 Natal, Dra. Louise Seabra, a instituição afirma que o caso provocou indignação entre os profissionais.
“A profissional foi agredida no exato momento em que cumpria sua missão de salvar vidas — prestando socorro justamente ao próprio agressor —, sofrendo lesões físicas e abalo emocional. Causa-nos profunda indignação e estarrecimento o fato de o agressor, mesmo detido em flagrante, ter sido liberado logo após prestar depoimento.”
O SAMU afirma que episódios de violência contra as equipes de atendimento deixaram de ser situações isoladas e passaram a ocorrer com frequência durante o exercício das atividades.
“Infelizmente, episódios dessa natureza deixaram de ser casos isolados e têm se tornado lamentavelmente repetitivos em nossa capital. Nossas equipes enfrentam rotineiramente agressões verbais, ameaças e episódios de violência física no exercício diário de suas funções.”
A instituição informou que prestará apoio institucional, jurídico e psicológico à enfermeira Alcilene Nogueira e manifestou solidariedade aos demais profissionais que também foram vítimas de agressões durante o trabalho.
“Agressão contra profissional de saúde em serviço é crime e fere toda a sociedade.”
Na manifestação pública, o SAMU também cobrou providências das autoridades para ampliar a segurança das equipes e responsabilizar autores de agressões contra profissionais da saúde.
“Cobramos das autoridades competentes medidas efetivas de segurança, apuração rigorosa e punição exemplar para que a impunidade não continue servindo de incentivo a novos atos de violência.”
A nota conclui afirmando que a proteção aos profissionais que atuam no atendimento de urgência deve ser tratada como responsabilidade do poder público e da sociedade.
“Proteger quem salva vidas é uma obrigação do Estado e um dever de toda a sociedade.”
Fonte: Portal AGORA RN
