Secretária adjunta de saúde do RN diz que faltam ‘ajustes’ para centro cirúrgico de barreira ortopédica funcionar no hospital de Macaíba

A Secretária adjunta de saúde do Rio Grande do Norte (Sesap), Leidiane Queiroz, disse nesta sexta-feira (21), em entrevista ao RN 1, da Inter TV, que o centro cirúrgico da ala ortopédica do Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba, ainda passa por “alguns ajustes” para poder começar a funcionar.
A ala ortopédica do hospital foi inaugurada no dia 7 fevereiro com parte de um plano do governo do RN de criar “barreiras ortopédicas” para desafogar, em Natal, o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior unidade de saúde do estado e que convive frequentemente com casos de superlotação. Essa foi a primeira barreira ortopédica desse plano a começar a funcionar.
Desde a abertura, no entanto, o centro cirúrgico não tem funcionado – a unidade atendeu apenas casos que envolveram procedimentos mais simples. O fato foi mostrado pela Inter TV e pelo g1 nesta semana.
Segundo a secretária adjunta de Saúde, o plano é que o centro cirúrgico passe a funcionar “nos próximos dias”, quando também serão resolvidas questões técnicas. Nenhum prazo, no entanto, foi dado.
“O centro cirúrgico está passando por alguns ajustes para que ele possa, nos próximos dias, sim, funcionar. Nós temos equipamentos completos, insumos, equipe, mas é um serviço complexo mesmo, e a gente quer total segurança para funcionamento deste serviço para a população, a gente não quer nenhum risco para a população em relação a isso”, disse.
A Sesap informou que a unidade tem capacidade de fazer 6 cirurgias por plantão. O custo do serviço é de R$ 900 mil por mês, com recursos do Ministério da Saúde.
Redução no Walfredo Gurgel
De acordo com Leidiane Queiroz, o funcionamento do hospital, mesmo apenas com casos mais simples na unidade, já impactou na redução de pacientes nos corredores do Walfredo Gurgel.
“O serviço está funcionando. Os pacientes que foram regulados para lá estão sendo atendidos. Nós temos um perfil estimado de pacientes, para esses municípios, que iriam impactar em pelo menos 20% na redução do corredor do Walfredo Gurgel, e isso está acontecendo”, disse.
“Até o momento, foram 150 pacientes que estariam indo para o Walfredo Gurgel e não estão mais. Então a gente entende que isso é um grande sucesso”.
Leidiane Queiroz explicou que, mesmo sem realizar cirurgias, o hospital tem funcionado para preparar previamente os pacientes para as cirurgias no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel ou outras unidades.
“A população que entra lá, que precisa de cirurgia, está sendo atendida, preparada para cirurgia, se necessária, internada – nós temos oito leitos exclusivos para ortopedia – e encaminhada para nossos prestadores”, explicou.
Segundo a secretária-adjunta, o Hospital Walfredo Gurgel já encaminhava pacientes para outros hospitais em caso de outros procedimentos.
“Acontece que agora, ao invés de estar no corredor do Walfredo Gurgel, está em Macaíba, é atendido muito mais rapidamente, e regulado e preparado para esse serviço que faz a cirurgia”, garantiu.
Segundo a secretária adjunta, o percentual de pacientes no Hospital de Macaíba que precisam de cirurgia não passa de 30%.
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g1 RN
