Sem cirurgia, paciente relata espera de 16 dias após acidente de moto

O paciente já fez todos os exames necessários pré-operatório e já tem o médico cirurgião escalado. Porém, há a necessidade de aplicação de anestesia na cirurgia e não há profissional para fazer o serviço. Isso porque os médicos especialistas da área e que prestam serviços pela Cooperativa dos Anesteseologistas do RN (Coopmed-RN) suspenderam os serviços para pela rede do Sistema Único de Saúde (SUS), devido a atrasos de pagamento do Governo do Estado e da Prefeitura do Natal.
Sem previsão para fim da greve e sem saber quando vai fazer a cirurgia, Eduardo Bezerra diz que o pior é precisar do procedimento e não ter a definição de uma data para tal. Associado a isso, a lesão dele pode se intensificar com o passar do tempo.
“Quando será que eu vou conseguir fazer? E tem o agravante: após 15 dias sem cirurgia o osso começa a calcificar. Com isso, ao invés de o médico fazer uma cirurgia, ele vai ter que fazer duas. Porque vai ter que raspar o osso, fechar e esperar um tempo para fazer outra cirurgia”, detalhou o paciente.
Além disso, ele confessa que a espera tem afetado também a rotina dos seus familiares que precisam se revezar como acompanhantes. Como trabalha durante a semana, a esposa dele tem passado os sábados e domingos com o marido, enquanto cunhados, tios e a sogra fica com ele nos outros dias.
“Eu já falei para minha esposa que se essa cirurgia não sair esta semana eu não vou mais conseguir ficar aqui e vou ter que dar um jeito de conseguir fazer particular. E isso é o meu caso, agora imagina a galera que não tem como dar um jeito. Tem gente aqui pagando acompanhante a R$ 150 uma noite, tem quem desloca a família para acompanhar porque esses pacientes não podem ficar sozinhos. Então não se está mexendo com uma vida, mas de dois, três, quatro, de uma família inteira”, afirma Eduardo Bezerra.
Tribuna do Norte
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