“Só quando o comitê científico autorizar”, diz secretário de Educação do RN sobre volta às aulas presenciais

“Só quando o comitê científico autorizar”, diz secretário de Educação do RN sobre volta às aulas presenciais
Foto: Sandro Menezes

O secretário Getúlio Marques, titular da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC), afirmou na manhã desta quarta-feira 7 que as aulas presenciais só devem ser retomadas quando o comitê científico estadual autorizar um retorno seguro. A declaração foi em entrevista ao Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi.

Nesta terça 6, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) para que o Governo do Estado seja obrigado a permitir o retorno das aulas presenciais em todas as instituições de ensino públicas e privadas, estaduais e municipais, em quaisquer das etapas da Educação Básica. Para o MP, esse retorno deve ser de forma híbrida, gradual, segura e facultativa.

Com o cenário local da Covid-19 ainda preocupante, o representante da pasta disse acreditar que o retorno às aulas só deve acontecer quando autorizado pelos especialistas. “Enquanto o comitê científico não autorizar, não vamos retomar. [A liberação de atividades não essenciais] não é incoerência. Você vai ao shopping se quiser, mas na escola o aluno é obrigado a ficar quatro horas”, pontuou.

Getúlio Marques ainda comentou que seria ideal que os professores fossem inclusos no grupo prioritário para a vacinação contra o coronavírus, mas frisou que apenas o Ministério da Saúde é responsável pela ação.

Questionadasobre a retomada das aulas, a professora e médica infectologista Marise Reis, que faz parte do comitê que assessora o Governo do Estado, afirmou que ainda não é seguro retomar as atividades presenciais nas escolas do Rio Grande do Norte. “Temos um grande volume de pessoas circulando, utilizando ônibus. Isso aumenta a chance de encontrar o vírus no meio do caminho, de se contaminar e levar para dentro de casa. Nós estamos ainda no pico da curva, já observamos uma redução de busca por leitos de UTI, mas isso apenas significa que precisamos descer desse pico. Se as aulas voltarem, vamos aumentar a circulação de pessoas e aumentar a contaminação e aí não sairemos lá de cima, do pico. Temos que descer a curva e só então poderemos voltar as atividades. Essa é a nossa preocupação maior. Temos ainda um grande número de óbitos de jovens”, explicou, em entrevista à Inter TV Cabugi.

Agora RN

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