segunda-feira, junho 1, 2026
Rio Grande do NorteTecnologia

UFRN pede patenteamento de nova tecnologia para a construção civil

Foto: Cícero Oliveira

Wilson Galvão – ASCOM- Agência de Inovação da Reitoria/UFRN

A cidade é Jericó, no Oriente Médio. O ano é 7500 a.C. Neste tempo e lugar, pesquisadores encontraram as primeiras informações a respeito do tijolo que se tem conhecimento. Estabeleceu-se como substituto da madeira e da pedra em regiões onde havia escassez desses materiais. Uma curiosidade desta época é que os tijolos eram unidos com a utilização de betume e palhas.

Na passagem brusca do tempo a respeito do conhecimento de diferentes técnicas da tecnologia da construção, chegamos a 2021, d.C, em Natal, cidade no Nordeste do Brasil. Um grupo de cientistas da construção civil desenvolve um bloco em terra semiensacado estabilizado a partir da combinação de solo, manipueira e fibra de polietileno de alta densidade, sem a necessidade de uso do cimento e diminuindo a utilização da água na construção civil. Como e, por conseguinte, com mais baixo custo e com o viés da sustentabilidade – segundo levantamento da US Green Building Council, a construção civil consome cerca de 21% de toda a água tratada do planeta.

Para além de ser mais barato, Ana Lígia Pessoa Sampaio esclarece que o bloco propõe uma remodelação dos blocos em terra, associando-os ao desenvolvimento de uma formulação química à base essencialmente de solo e manipueira. Autora da dissertação defendida em 2020 no Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil (PEC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), estudo que deu origem à nova tecnologia, ela acrescenta que o propósito é obter um sistema construtivo inovativo de fácil absorção pela indústria, adaptável ao padrão de vida contemporâneo e que melhora o desempenho termoacústico do ambiente construído.

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