Virose faz busca por atendimento aumentar 48% nas UPAs de Natal

A superlotação nas unidades de saúde de Natal tem provocado espera de até cinco horas e muita reclamação por parte da população. Sintomas relacionados a viroses são as principais queixas dos pacientes, que relatam febre, dor no corpo, tosse, coriza, diarreia e cólica. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), o aumento na procura por atendimento é comum para a época devido à sazonalidade das doenças respiratórias. A procura cresceu 48,1% neste mês, quando os atendimentos passaram dos habituais 270 para 400 pessoas por dia, de acordo com a SMS.
A aposentada Vera Lúcia Bezerra, de 70 anos, aguardou cerca de três horas por um atendimento na UPA de Pajuçara, na zona Norte da capital. “É uma humilhação muito grande. Sou idosa, tô sentindo febre, falta de apetite, dor no corpo e acho que é um desrespeito muito grande essa espera. Tive que vir aqui porque no postinho perto de onde eu moro não tem médico. Vim por que já estou nessa há quatro dias, sem me alimentar direito e estou suspeitando que seja essa virose que todo ano aparece”, desabafa.
Na porta da unidade, um aviso já alerta sobre a limitação dos atendimentos. Apenas os casos classificados como “urgência” e “emergência” estavam sendo acolhidos sob a justificativa de que os profissionais da enfermagem estavam em greve. “O atendimento será apenas para classificações vermelho e amarelo”, dizia a placa fixada na entrada da UPA. “A gente chegou aqui de 7h e ainda não fui atendida, sou idosa e para mim é muito difícil ter que ficar saindo de casa para passar uma humilhação dessa aqui”, completa Vera Lúcia Bezerra, moradora do loteamento José Sarney.
A cuidadora Talita Noemi foi outra que teve dificuldades. Ela buscou atendimento para o filho de 7 anos, que tem sintomas gripais. “Moro no Santa Catarina, fui na UPA de Potengi e lá estava cheio demais, muita criança doente, com sintoma, não consegui ser atendida lá e tive que vir para cá na UPA de Pajuçara”, denuncia. Além disso, ela reclama de truculência por parte dos profissionais. “O médico lá na UPA Potengi foi terrível, não quis atender o meu filho, disse que não tinha necessidade de vir, fez até algumas falas desrespeitosas”, comenta.
Fonte: Tribuna do Norte
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