Carnaval 2025: especialista do ISD alerta para combate ao assédio e à violência contra as mulheres

Com a chegada do Carnaval, cresce a preocupação com casos de assédio e violência contra mulheres. Um levantamento do Instituto Locomotiva apontou que, no ano passado, metade das mulheres já foi vítima de assédio sexual durante a festividade, enquanto 76% afirmaram ter medo de passar por essa situação pela primeira vez ou novamente.
Para Alexandra Lima, preceptora assistente social do Instituto Santos Dumont (ISD), esses números evidenciam a necessidade de fortalecer as redes de enfrentamento e proteção contra a violência e o assédio. “O Carnaval é um momento de celebração, mas também precisamos garantir que ele aconteça de forma segura. Todos somos responsáveis pelo cuidado conosco e com os outros. Se percebermos uma situação de assédio ou violência, devemos acionar os profissionais responsáveis pela segurança do local ou oferecer apoio à pessoa em situação de violência, para que ela sinta que não está sozinha”, afirma.
A especialista ressalta que algumas medidas podem contribuir para a proteção individual e coletiva durante a folia, como buscar locais com estrutura de segurança, priorizar a companhia de familiares e amigos e evitar situações de vulnerabilidade. Além disso, reforça a importância de denunciar casos de assédio, já que a responsabilização dos agressores é essencial para a prevenção da violência.
Alguns grupos também exigem atenção redobrada, pois adolescentes e mulheres trans estão entre os mais vulneráveis ao assédio e à violência de gênero. “Além da segurança física, é fundamental combater posturas discriminatórias, como comentários ofensivos sobre roupas e fantasias ou letras de músicas que reforçam estereótipos machistas”, pontua Alexandra.
O enfrentamento ao assédio e à violência contra as mulheres deve envolver toda a sociedade, incluindo segurança pública, profissionais da saúde, assistência social e o poder judiciário. “Cada cidadã e cidadão deve assumir o compromisso de atuar contra a violência, independentemente da forma como ela se manifesta”, conclui a assistente social.
Campanha nacional reforça combate à violência contra a mulher no Carnaval
Para reforçar a segurança das foliãs, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Mulheres e outras instituições, lançou a campanha nacional “Feminicídio Zero – Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”. A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância do respeito e da prevenção durante o período carnavalesco.
A campanha destaca a necessidade de atuação conjunta de diferentes setores para o combate ao assédio e incentiva a denúncia. Um dos principais focos é a divulgação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que também atende pelo WhatsApp (61) 9610-0180, oferecendo acolhimento e orientação para mulheres em situação de violência.
Além da mobilização no Carnaval, a campanha “Feminicídio Zero” integra uma estratégia permanente de enfrentamento à violência de gênero. Para 2025, o objetivo é implementar uma agenda conjunta entre os ministérios para fortalecer políticas públicas e garantir que a luta contra a violência seja contínua e efetiva.
Instituto Santos Dumont – Assessoria de Comunicação

