Covid: 72% dos internados em leitos críticos no RN são idosos

Foto: Governo do RN

O Rio Grande do Norte está com 40% dos leitos críticos públicos destinados a pacientes com covid-19 ocupados. Mesmo com o alerta para uma possível retomada no aumento de casos, o estado registrou queda na média móvel de solicitações por leitos covid-19. Neste momento, a maioria dos pacientes internados são idosos.

Na tarde desta segunda-feira (22), a média móvel de solicitações por leitos covid era de 22 por dia, com base nos dados fechados até o domingo (21). No domingo passado, a mesma média móvel era 26 casos diários. E o perfil das pessoas que têm ficado internadas também está modificado.

Com a vacinação começando pelos idosos, a maior parte dos internados em junho deste ano era formada por pessoas com menos de 60 anos. Em 1º de junho, o percentual de internados não idosos era de 73,1%, o equivalente a 291 pessoas, enquanto 107 eram idosos. Porém, com o avanço da vacinação, o percentual voltou a patamares do início da pandemia, quando a maioria dos internados era formada por idosos.

Os dados fechados no domingo apontam que 72,37% dos internados são idosos, enquanto os não idosos são 27,63%. Em números absolutos, contudo, o cenário é ainda mais diferente do observado no meio do ano. São 55 idosos e 21 não idosos internados em leitos críticos públicos neste momento.

A causa da nova mudança no perfil dos internados ainda não é uma unanimidade. Em entrevista à CNN, a cardiologista e intensivista do do InCor e da Rede D’Or, Stephanie Rizk disse acreditar que o aumento na circulação de pessoas nas ruas e aumentou a circulação dos vírus em geral, chegando aos mais velhos. Além disso, também acredita que os mais velhos, por já estarem vacinados há mais tempo e têm o sistema imune menos robusto, tendem a se contaminar e adoecer com mais facilidade.

“Os idosos, que já têm o sistema imunológico reduzido, mais vulnerável. Após seis meses que os tomaram a 2ª dose, a gente vê uma redução dos anticorpos e da imunidade, deixando essa população mais vulnerável a internar e ao aumento no número de mortes também”, disse a médica, no fim de agosto, reforçando a necessidade da 3ª dose, que já está sendo aplicada.

Tribuna do Norte

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