terça-feira, maio 5, 2026
Saúde

Covid: infectologista do ISD alerta para reforço nos cuidados com recém-nascidos


O Rio Grande do Norte passa por um novo período de aumento de casos de Covid-19. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, a curva de notificações da doença voltou a crescer em novembro e terminou o ano passado com uma alta de 859 novos casos registrados na última semana de dezembro. Cenário que reforça a necessidade de atenção extra com grupos vulneráveis à doença, entre eles os recém-nascidos.

A maior preocupação com os bebês se deve ao fato da vacinação contra Covid-19 não ser permitida em recém-nascidos de zero a 6 meses. Dessa forma, conforme orienta a infectologista Carolina Damásio, do Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, vinculado ao Instituto Santos Dumont, pessoas com sintomas gripais devem evitar contato com recém-nascidos para reduzir as chances de contágio pelo coronavírus, e por outras doenças respiratórias.

No caso de mães que testaram positivo para a Covid, Damásio explica que a amamentação dos recém-nascidos não pode ser suspensa durante o período de incubação e manifestação da doença. “As mães com quadros suspeitos ou confirmados podem amamentar, já que a Covid não é transmitida pelo leite materno”, esclarece.

Porém, a infectologista acrescenta que cuidados adicionais precisam ser adotados antes e durante o momento de alimentação dos bebês. Entre eles, “usar máscara quando estiver em contato próximo com o bebê, inclusive durante a amamentação; manter os ambientes arejados e ventilados e lavar as mãos com água e sabão antes de pegar no bebê ou manipular utensílios que serão utilizados por ele”.

Atualmente, o Ministério da Saúde preconiza a vacinação para a Covid para crianças a partir dos 6 meses. Nessa faixa etária, o esquema vacinal completo conta com 3 doses, que devem ser aplicadas seguindo os intervalos recomendados: 1ª dose para a 2ª dose: intervalo de 4 semanas; e 2ª dose para a 3ª dose: intervalo de 8 semanas.

“Os bebês fazem parte dos grupos de risco para complicações por doenças respiratórias, e por isso devem ser vacinados assim que atingir a faixa etária da vacina. Além disso, tomar a vacina durante a gravidez também já tem evidência de ajudar a proteger os bebês nos primeiros meses de vida”, alerta Carolina.

Ascom-ISD

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