sábado, abril 25, 2026
Rio Grande do NorteSaúde

Falta de leitos: “UPAs não deveriam funcionar como hospitais”, defende médico Geraldo Ferreira

Foto: Divulgação

Presidente licenciado do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN), Geraldo Ferreira (PTB) fez críticas à gestão da saúde no estado em entrevista ao AGORA RN. O médico, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições deste ano, disse que Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) não deveriam funcionar como hospitais e que isso só acontece porque persiste a superlotação.

“A assistência da Estratégia Saúde da Família [ESF] tem uma cobertura deficitária. Em Natal, por exemplo, é em torno de 60%, assim como em grande parte dos municípios potiguares. Às vezes, a entrega de fichas é de 15 em 15 dias. As pessoas se queixam da falta de equipe e de estrutura básica para funcionar”, explicou Geraldo Ferreira.

Nesse contexto, a superlotação da rede hospitalar influencia na qualidade do serviço prestado à população. “As UPAs não deveriam funcionar como hospitais. Elas são urgências de primeira linha, ou seja, a partir do diagnóstico o paciente deve seguir para hospitais. Contudo, a rede hospitalar está superlotada. Alguns pacientes chegam a passar até 60 dias em UPA. É uma situação que a população não aceita”, pontuou.

Na rede hospitalar, há ainda o problema das cirurgias represadas. Segundo o médico, são cerca de 20 mil pacientes em uma fila aguardando alguma cirurgia, desde procedimentos ortopédicos, até vesícula, hérnia, catarata, tireoide, entre outros. “Falta gestão também. Há empresas sendo contratadas sem nem ter histórico de prestação de serviços na saúde”.

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Agora RN

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