Natal: Moradores de Neópolis protestam pedindo solução para desabamento

Os moradores do conjunto Pirangi, no bairro Neopólis, localizado na zona Sul de Natal, realizaram na manhã desta quinta-feira (21), um protesto próximo ao local onde 10 casas desabaram parcialmente após o muro de uma lagoa de captação cair no dia 21 de setembro deste ano. De acordo com os moradores, em um mês, nada foi feito além da implantação de lonas no local.
Em forma de manifestação por falta de respostas, os moradores organizaram um protesto para chamar atenção dos órgãos municipais para a resolução do problema.
Maria José, da 61 anos, morava em uma das casas atingidas há 39 anos com o marido. A dona de casa disse que contou com a ajuda dos vizinhos para deixar a residência, mas que quer a resolução rápida do problema. A mulher destacou o desejo de retornar para a casa onde viveu há mais de 35 anos com a família.
“Recebemos o aluguel social, estamos morando em dois vão com banheiro que é o valor total do auxílio. Na minha casa, eu tinha estrutura, agora estou tendo que me adaptar com meu marido. Esperamos que eles venham logo fazer essa obra aqui porque queremos muito que ele ajeite essa lagoa pra gente voltar pra nossa casa“, disse a dona de casa.
Outra moradora atingida pelo desabamento foi Kayni Medeiros. A moradora disse que além da residência em que ela mora com os filhos, a casa onde a mãe dela vive com outras pessoas também acabou sendo danificada. A mulher afirmou que teme novos desabamentos devido à instabilidade climática da cidade.
“Saímos das nossas casas, estamos pagando um aluguel que não é barato. Faz 1 mês que eles vieram e colocaram a lona. Fizeram só isso, mais nada. Agora, com essas chuvas, a preocupação é de que caia mais, vai cair mais e eles não vão fazer nada”, disse Kayni.
O desabamento de parte das residências acabou impactando a vida dos moradores. Segundo relatos, o deslocamento na região e acesso às escolas e trabalho foram afetados. “Muitos moradores têm filhos que estudam aqui bem próximo. Com essa situação, fica complicado pra todo mundo. O que queremos é que essas obras comecem logo e que possamos voltar pra as nossas casas o quanto antes”, pontuou Anderson Martins, morador.
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