Potiguares relatam terror em Israel e se emocionam na volta ao Brasil

O reencontro entre familiares e potiguares que estavam em Israel foi marcado por muita emoção no desembarque do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, na tarde de quinta-feira (12). O grupo de pessoas que saiu de Natal rumo a Tel Aviv para uma peregrinação religiosa viveu momentos de terror em meio ao conflito entre o Estado israelense e o grupo radical Hamas, que eclodiu no último sábado, um dia depois da chegada dos turistas à Israel. O grupo retornou ao País em uma missão de resgate da Força Aérea Brasileira (FAB), que trouxe, ao todo, 214 brasileiros.
O empresário Rodrigo Bessa relata que um dos maiores desafios era tentar tranquilizar os parentes no Brasil. “Quando nossos familiares nos passavam as imagens, a gente tentava tranquilizá-los, nossa função era essa. De hora em hora, a gente precisava ir para os bunkers [estrutura construída embaixo da terra, para resistir a projéteis de guerra]. Era toda hora isso, a gente almoçando, a sirene tocava e a gente descia. Nossos pais não poderiam saber disso para que eles não ficassem ainda mais preocupados. É um alívio muito grande abraçar minha mãe, os parentes. Agora é voltar para casa”, conta.
As leis de Israel determinam a construção de “bunkers” antibomba em todos os prédios ou casas. O Ministério de Defesa israelense estima que existam cerca de 1,5 milhão de estruturas do tipo no país. Desde o início do confronto com o grupo terrorista Hamas, que já matou milhares de pessoas, civis tem utilizado os abrigos com frequência para buscar algum tipo de proteção. Bessa conta que chegou a achar que não sairia com vida da região. Ele lembra que as tensões escalaram quando o voo de resgate, que estava prestes a sair do País, precisou ser cancelado.
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Fonte: Tribuna do Norte
