quarta-feira, maio 27, 2026
Rio Grande do NorteSaúde

RN registrou 27 surtos de ciguatera nos cinco primeiros meses de 2026

Foto: Brunno Rocha/Inter TV Cabugi

O Rio Grande do Norte registrou pelo menos 27 surtos de ciguatera nos cinco primeiros meses de 2026. O dado é da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

Na última segunda-feira (25) uma idosa de 85 anos morreu com suspeita de intoxicação por ciguatera morre após quase um mês internada.

A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados com toxinas produzidas por microalgas que se proliferam em recifes de corais tropicais e subtropicais. Os sintomas variam de enjoos a neurológicos. Não há tratamento específico para a ciguatera.

A coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Diana Rego, explicou que o surto não é uma contaminação individual “O surto é quando uma família ou um grupo de amigos se reúne para comer e esse peixe está contaminado com a toxina. Aí esse esse grupo de pessoas se contamina, então por isso que é um surto”.

Segundo ela, o litoral norte do estado registra a maior parte dos surtos. “Nós tivemos casos e surtos em todo o nosso litoral, mas os maiores, os mais prevalentes foram no litoral norte, de Touros até Tibau”, explicou.

Até esta quarta-feira (27), o RN tem 20 casos confirmados de intoxicação por ciguatera em 2026.

Histórico de casos

O primeiro surto no estado foi registrado em 2022, acometendo dez pessoas de um mesmo núcleo familiar, associado ao consumo do peixe popularmente conhecido como bicuda (barracuda).

Desde o primeiro caso, foram registrados episódios envolvendo diferentes espécies de peixes, segundo a Sesap, com destaque para barracuda (bicuda), cioba, guarajuba, arabaiana e dourado – incluindo confirmações laboratoriais da presença de ciguatoxina caribenha em algumas amostras analisadas.

Ciguatera: entenda o que é

A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes que vivem em áreas de corais e recifes contaminados por ciguatoxinas. Essas toxinas estão presentes em microalgas invisíveis a olho nu.

Peixes pequenos comem essas algas e acabam passando a toxina para os peixes maiores e carnívoros.

Quando o ser humano consome um desses peixes de médio ou grande porte, a intoxicação acontece, podendo causar sintomas que variam de enjoos a problemas neurológicos.

A Sesap reforça ainda que as ciguatoxinas são incolores, inodoras e insípidas, não sendo eliminadas por métodos convencionais de cozimento, congelamento, salga e defumação. Uma vez presente no pescado, a toxina permanece ativa mesmo após preparo e digestão. As maiores concentrações das toxinas estão presentes na cabeça, vísceras e ovas dos peixes.

Saiba mais aqui.

Fonte: Portal g1 RN

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