RN teve redução da violência após controle de facções nos presídios

Foto: Thyago Macedo

A retomada do controle dos presídios potiguares por parte do Estado, sobretudo com a identificação, o isolamento e a transferência dos chefes das facções que protagonizaram o massacre de presos na penitenciária de Alcaçuz em 2017 – justamente o ano em que o Rio Grande do Norte atingiu o ápice no número de assassinatos – é apontada por especialistas em segurança pública como o principal fator para a redução dos índices de violência fora das cadeias.

Levantamento divulgado pelo G1 mostra que o Rio Grande do Norte está entre os quatro estados do país que conseguiram reduzir em mais de 30% o número de mortes violentas no primeiro trimestre do ano. Em abril, o índice se manteve, com 32,3% de redução em comparação aos primeiros quatro meses de 2018. Quando o primeiro quadrimestre de 2019 é comparado com os primeiros quatro meses de 2017, o declínio é ainda maior: 40,3%.

O cume da violência no estado foi no ano de 2017, quando ocorreram 2.405 homicídios. Naquele ano, somente nos primeiros quatro meses, foram registrados 541 assassinatos. Para ter uma ideia do caos vivido no estado, se comparado o período com o primeiro quadrimestre de 2015, por exemplo, o número de mortes violentas intencionais subiu 51% na época.

Para entender melhor o que levou o RN a conseguir reduzir tamanha sangria, o G1 ouviu pessoas que direta ou indiretamente vivenciaram o momento de maior crise na segurança pública potiguar. Foram entrevistados a delegada e ex-secretária de Segurança Pública e da Defesa Social Sheila Freitas, o policial civil e ex-secretário de Justiça e da Cidadania Mauro Albuquerque, o juiz da Vara de Execuções Penais de Natal Henrique Baltazar dos Santos, o pesquisador em segurança pública, doutor em ciências sociais pela Unicamp e professor do Departamento de Sociologia da UFRN Edmilson Lopes Junior e um promotor criminal do Ministério Público do Estado, que pediu para não ser identificado.

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