Categoria: Saúde

Foto: Assecom

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou nesta quarta-feira 6 que convocou uma reunião com prefeitos e secretários de Saúde para apresentar o plano estadual de vacinação contra a Covid-19. O encontro, que será presencial e virtual, está marcado para a próxima sexta-feira 8. “Na ocasião, [os prefeitos] serão informados sobre prazo de vacinação, suporte às prefeituras e planejamento em geral”, escreveu a chefe do Executivo no Twitter.

Na terça 5, Fátima publicou na mesma rede social que o governo federal ainda não decidiu sobre a data concreta para iniciar a vacinação no país – o que a governadora definiu como um quadro grave de incertezas. A declaração veio após uma reunião virtual entre governadores de alguns estados e o secretário de vigilância do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros. O grupo cobrou um cronograma, mas saiu sem respostas.

Segundo a governadora do RN, ficou marcada uma nova reunião para a próxima segunda-feira 11 entre o Fórum dos Governadores, o ministro da Saúde, presidentes da Câmara, Senado e STF, além de representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fiocruz e Instituto Butantan.

“Reunião não só tem que acontecer, mas precisa ser resolutiva! Volto a repetir, é urgente! É fundamental que o governo federal assuma a dianteira na coordenação do Plano Nacional de Imunização. Isso significa compra de vacina e insumos, organização de estratégias e definição de uma data para a chegada dessas vacinas aos estados. Reafirmo que no RN estamos com nossa logística pronta para, junto aos municípios, darmos início ao processo de vacinação”, concluiu Fátima. Ler mais…

O Instituto Butantan se reúne, nesta quarta-feira (6), com a Anvisa para discutir os últimos detalhes sobre a documentação de entrada no pedido de uso emergencial da Coronavac, assim como a Fiocruz fez na segunda (4) e terça-feira (5) sobre a vacina de Oxford. O encontro virtual será conduzido pelo diretor-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da agência, Gustavo Mendes, às 17h. De acordo com fontes da Anvisa, a conversa será para o alinhamento de estimativas e documentação. Assim, quando o Butantan submeter o pedido, a agência vai conseguir aprová-lo mais rapidamente.

Pelo regulamento, a resposta para o uso emergencial das vacinas contra a Covid-19 precisa ser dada em até 10 dias corridos. A expectativa da Anvisa é receber os pedidos do Butantan e da Fiocruz até sexta-feira (8), quando a agência terá uma reunião virtual com o Ministério da Saúde.

Sobre a Pfizer, essas mesmas fontes disseram que não acreditam que o pedido de uso emergencial vai acontecer tão cedo no Brasil, já que a empresa segue criticando a agência e o Ministério da Saúde não fechou um contrato. É preciso ter as doses, pelo menos, acordadas, para fazer o pedido. Uma vez que, se a agência libera, a empresa não consegue começar a vacinação de urgência porque não tem as doses no país.

Fonte: CNN BRASIL

Foto: Anastácia Vaz

Como parte das ações de enfrentamento à pandemia da covid-19, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) colocou ultrafreezers à disposição da Secretaria de Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Norte (Sesap). Dessa forma, os equipamentos da instituição de ensino poderão ser utilizados para auxiliar a logística do Plano de Vacinação Contra a Covid-19.

A UFRN realizou um levantamento sobre a disponibilidade dos equipamentos que são utilizados nos laboratórios da instituição para a realização de pesquisas científicas – conservação de material genético armazenados a baixíssimas temperaturas, por exemplo. Nessa perspectiva, como parte das ações que vêm sendo desenvolvidas pela UFRN no enfrentamento à pandemia, a Universidade disponibilizará o uso de sete ultrafreezers localizados nos campi de Natal e Caicó.

Ainda conforme foi informado à Sesap, a UFRN se coloca à disposição para planejar o compartilhamento dos equipamentos, que estão na Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM), no Centro de Ciências da Saúde (CCS), no Centro de Biociências (CB) e no Centro de Tecnologia (CT).

Ações de enfrentamento à covid-19

A UFRN vem desenvolvendo diversas ações no enfrentamento à pandemia da covid-19, como a doação de álcool 70% e de equipamentos de proteção individual (EPIs); realização de testes da covid-19 e de teleatendimento para esclarecer dúvidas sobre a doença; assistência a pacientes com covid-19 nos hospitais universitários; produção de materiais informativos sobre o tema, como cursos, cartilhas, notas técnicas, vídeos, aplicativos ou guias; pesquisas científicas relacionadas ao novo coronavírus sobre medicamentos, modelos de disseminação, monitoramento dos casos, impacto na economia, desafios pedagógicos, entre outros temas; além de diversas parcerias para apoiar órgãos públicos e privados.

Williane Silva de Ascom-Reitoria

Neurocientista Daniel Martins-de-Souza. Foto: Agência Unicamp

A retomada do avanço da Covid-19 registrada a partir de novembro ameaça levar ao crescimento do número de pessoas acometidas por distúrbios neurológicos, de depressão a problemas de memória. O alerta é do neurocientista Daniel Martins-de-Souza, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Ele é um dos coordenadores do grupo de cientistas de várias instituições brasileiras que descobriu alterações na estrutura do córtex cerebral, mesmo em pessoas com sintomas leves de Covid-19. O mesmo grupo comprovou que o coronavírus infecta células cerebrais e afeta suas funções.

Além da Unicamp, o estudo brasileiro contou com a Universidade de São Paulo (USP) em colaboração com o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O córtex é a região mais nobre e complexa do cérebro. Está ligado a funções fundamentais, como consciência, memória, linguagem, cognição e atenção. Alterações no córtex acontecem em doenças neurodegenerativas graves, como os males de Alzheimer e Parkinson. E, por isso mesmo, os cientistas pretendem acompanhar as pessoas examinadas no estudo de Covid-19 por dois anos, para detectar se houve sequelas.

— A Covid-19 pode afetar o sistema nervoso central. Sabemos que 30% das pessoas com Covid-19 apresentam sintomas neurológicos, isso é muito grave. Pacientes com sintomas leves apresentam alterações na estrutura cortical, e isso está associado à depressão, ansiedade e até mesmo a déficits cognitivos. Com mais gente adoecendo, mais pessoas sofrerão esses problemas — destaca Martins-de-Souza.

O trabalho brasileiro também mostrou que o Sars-CoV-2 é capaz de infectar e se replicar nos astrócitos, células de suporte e as mais numerosas do sistema nervoso central. Isso foi observado por meio de autópsias de vítimas da Covid-19.

Ao afetar os astrócitos, o coronavírus pode prejudicar o funcionamento dos neurônios, que precisam dos astrócitos para se nutrir. Experiências em culturas de células realizadas por Martins-de-Souza mostram que os neurônios se tornam menos viáveis se os astrócitos são infectados.

É como uma reação em cadeia. O vírus ataca os astrócitos e, infectados, eles morrem ou deixam de cumprir seu papel de suporte aos neurônios. Estes então passam a não levar mais direito os sinais nervosos. O resultado pode ser uma gama de problemas, tão variados quanto dificuldade de raciocínio, perda de memória e depressão.

As alterações no córtex de pessoas com Covid-19 branda foram identificadas por meio de exames de ressonância magnética. Essa parte do estudo brasileiro foi liderada pela cientista Clarissa Yasuda, do Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia/Brainn/Unicamp. Yasuda analisou imagens do cérebro de 81 pessoas que tiveram Covid-19 com sintomas leves.

Os exames foram realizados, em média, dois meses após o surgimento dos primeiros sintomas da Covid-19. E um terço dos participantes ainda apresentava nesse período problemas neurológicos ou neuropsiquiátricos, como ansiedade, fadiga, dor de cabeça, depressão, perda de paladar, de sono e do desejo sexual.

Foram identificadas diferentes alterações na estrutura cortical, como aumento ou perda de espessura. O próximo passo do trabalho será descobrir se essas alterações são temporárias ou permanentes.

— Esperamos que nosso trabalho sirva como alerta. Nossos dados mostram o quão perigoso é se expor ao coronavírus ou “querer pegar logo isso para ficar livre”. Mas, se nessa de pegar logo, a pessoa sofre uma complicação neurológica? Nossa pesquisa mostra que é melhor fugir dessa ideia. Não dá para predizer quando a “gripezinha” vai se transformar num distúrbio neurológico. Não tem como saber — frisa Martins-de-Souza.

‘Muito trabalho à frente’

Os dados produzidos pelo estudo oferecem informações importantes para tratar a Covid-19, mas a ciência ainda está longe de compreender totalmente a doença.

No fim de 2020, dois novos estudos internacionais publicados na Nature Neuroscience trouxeram evidências do ataque direto do Sars-CoV-2 ao cérebro. O primeiro, realizado pela Universidade de Washington, demonstrou em animais que proteínas do vírus atravessam a defesa do cérebro, a barreira hematoencefálica (a proteção natural contra substâncias tóxicas e infecções).

Outra pesquisa, esta da Universidade Charité (Alemanha), reuniu por meio de autópsias em vítimas fatais da Covid-19 mais evidências de que o coronavírus usa o nariz para chegar ao cérebro.

— Todos esses estudos são importantes e reforçam nossas descobertas. A ciência ainda não desvendou os mecanismos de ataque do coronavírus ao sistema nervoso central — frisa Martins-de-Souza.

Ele explica que demonstrar a queda da barreira em animais é um primeiro passo para indicar que o mesmo poderia acontecer com seres humanos. Mas há outras hipóteses não excludentes, como a da invasão do vírus através do nariz, via nervo. E alguns pesquisadores já levantaram a hipótese de o coronavírus chegar ao cérebro pelo nervo vago (o maior nervo craniano, que vai do cérebro ao estômago).

— Avançamos muito, mas essa é uma doença complexa. Temos muito trabalho à frente — diz o neurocientista.

O Globo

Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

As mortes por causa da pandemia do novo coronavírus chegaram a 195.725. Nas últimas 24 horas, foram registrados 314 mortes. Ontem (1º), o sistema do Ministério da Saúde (MS) marcava 195.411 vidas perdidas. Ainda há 2.402 óbitos em investigação.

A soma de pessoas infectadas desde o inicio da pandemia atingiu 7.716.405 . Entre ontem e hoje (2), foram registrados 15.827 novos diagnósticos positivos. Até essa sexta-feira, o painel da covid-19 do Ministério da Saúde trazia 7.700.578 casos acumulados.

As informações estão na atualização diária sobre a pandemia do ministério, divulgada na noite deste sábado. O balanço reúne as informações levantadas pelas secretarias estaduais de Saúde de todo o país.

Conforme o painel do MS, há ainda 751.260 casos ativos em acompanhamento. O número de pessoas que já se recuperaram da covid-19 chegou a 6.769.420.

Em geral, os registros de casos e mortes são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de Saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras, os totais tendem a ser maiores pelo acúmulo das informações de fim de semana que são enviadas ao ministério.

Estados

No topo da lista de mortes por covid-19 estão São Paulo (46.808), Rio de Janeiro (25.608), Minas Gerais (12.023), Ceará (10.015) e Pernambuco (9.674). Já entre os últimos no ranking estão Roraima (787), Acre (798), Amapá (927), Tocantins (1.239) e Rondônia (1.825).

Agência Brasil

Foto: Maurício Vieira/Secom/Divulgação

G1 RN – O estoque de sangue utilizado pelo sistema público de saúde do Rio Grande do Norte está em “estado crítico”, de acordo com a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte. Por isso, o Hemonorte está convocando doadores.

Nesta quarta-feira (30), a unidade contava com apenas 300 bolsas de sangue – quantidade insuficiente para atender as demandas e que põe em risco a segurança transfusional dos hospitais.

“Devido à pandemia, a procura para doação está sendo baixa, o que está comprometendo o estoque e a vida de muitos pacientes. Para normalizar o estoque o Hemonorte precisa ter diariamente em média 800 bolsas de sangue prontas para uso”, afirma a chefe do Departamento de Apoio Técnico, Miriam Mafra.

Para ser doador, é preciso ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos só podem doar com autorização dos pais ou responsável legal. Também é necessário pesar mais de 50 quilos, estar com boa saúde, estar bem alimentado e portar documento oficial de identidade com foto.

Os interessados em doar sangue devem se dirigir à sede do Hemonorte, na Avenida Alexandrino de Alencar, 1800, Tirol. De acordo com a Sesap, o processo da doação é feito em segurança em cumprimento de todos os protocolos de higienização contra a Covid-19.

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) atualizou os números do coronavírus nesta quarta-feira(30). Foram mais 789 casos confirmados, totalizando 116.536. Na terça-feira (29) eram 115.747 infectados.

Com relação aos óbitos no Rio Grande do Norte, são 2.984 no total. Foram 10 (dez) mortes nas últimas 24 horas (02 em Natal, 01 em São José do Mipibu, 02 em Mossoró, 01 em Pureza, 01 em Cruzeta, 01 em Assú, 01 em Jucurutu e 01 em Itaú ).

A pasta também registrou quatro(04) óbitos ocorridos em dias ou semanas anteriores, após a confirmação de exames laboratoriais. Até terça-feira (29), eram contabilizados 2.970 mortos. Óbitos em investigação são 469.

Casos suspeitos somam 56.714 e descartados são 271.837. Recuperados são 68.394.

Via Blog do BG

Foto: Timur Matahari/AFP

O grupo farmacêutico britânico AstraZeneca afirmou ter encontrado, após pesquisas adicionais, “a fórmula vencedora” para sua vacina contra covid-19 desenvolvida com a Universidade de Oxford, sobre a qual a agência reguladora britânica deve comentar nos próximos dias. Em entrevista ao jornal Sunday Times, o CEO da farmacêutica, Pascal Soriot, disse que o imunizante garantiu “proteção de 100%” contra formas graves de covid-19. As vacinas desenvolvidas por Pfizer/BioNTech e Moderna apresentaram eficácia de 95% e 94%, respectivamente.

“Acreditamos ter encontrado a fórmula vencedora e como alcançar uma eficácia que, com duas doses, é tão alta quanto as outras”, declarou o CEO Pascal Soriot ao Sunday Times. Em resultados provisórios de ensaios clínicos em larga escala no Reino Unido e no Brasil, o laboratório britânico anunciou em novembro que sua vacina tinha uma eficácia média de 70%, em comparação com os índices de mais de 90% da Pfizer/BioNTech e Moderna.

Por trás desse resultado médio estão grandes diferenças entre dois protocolos diferentes. A eficácia da vacina AstraZeneca/Oxford é de 90% para voluntários que receberam primeiramente metade de uma dose, depois uma dose completa um mês depois; o índice cai para 62% no grupo vacinado com duas doses completas.

Esses resultados foram criticados porque houve um erro na injeção de meia dose, embora um grupo relativamente pequeno tenha seguido esse protocolo. A empresa anunciou posteriormente que sua vacina exigia “estudos adicionais”.

A vacina Oxford/AstraZeneca é muito aguardada porque é relativamente barata e não precisa ser armazenada a temperaturas tão baixas quanto a Pfizer/BioNTech, por exemplo, que deve ser mantida a -70 graus. Isso facilita a vacinação em grande escala e em asilos. O Ministério da Saúde espera ter 100,4 milhões de doses do imunizante de Oxford, de um total geral de 258,4 milhões de doses de diferentes vacinas.

O Reino Unido foi o primeiro país ocidental a começar a aplicar doses da vacina Pfizer/BioNTech, no início de dezembro. A segunda vacina Oxford/AstraZeneca é uma esperança para acabar com o aumento de casos atribuídos à nova variante do coronavírus. Diante dessa mutação, “pensamos por ora que a vacina deve continuar a ser eficaz”, disse Pascal Soriot. “Mas não podemos ter certeza, então faremos alguns testes.”

Ele garantiu que novas versões da vacina estão sendo preparadas caso o imunizante não seja eficaz contra a nova cepa de covid-19. Soriot disse no entanto esperar que não precisem delas: “Você tem que estar preparado.”

O governo do Reino Unido disse na quarta-feira que apresentou os dados completos da vacina Oxford/AstraZeneca ao órgão regulador do Reino Unido, o MHRA. Segundo a imprensa britânica, o órgão terá que se manifestar nos próximos dias, com o objetivo de começar a vacinação a partir de 4 de janeiro.

AFP e Estadão Conteúdo

Foto: Imprensa/Governo do Estado de São Paulo

O governo estadual, recebeu, na manhã desta quinta-feira (24), véspera de Natal, um carregamento que totaliza 5,5 milhões de doses da CoronaVac. De acordo com o Executivo, é a maior remessa do imunizante desembarcada no Brasil. A vacina contra o novo coronavírus, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, concluiu a fase 3 de testes e ainda precisa de aprovação Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As doses chegaram no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), por volta de 5h30 em um voo da China que fez escala na Suíça, e em seguida foram descarregadas no terminal de cargas. O desembarque contou com a presença do secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, e do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. O material deixou o terminal com destino a São Paulo às 7h30.

Ainda segundo o estado, o novo carregamento é formado por 2,1 milhões de doses já prontas para aplicação e mais 2,1 mil litros de insumos, correspondentes a 3,4 milhões de doses. Até o final do ano, a previsão é que São Paulo receba mais 400 mil no dia 28 e 1,6 milhão no dia 30. A carga que chegou hoje ao Brasil faz parte do 4º lote da vacina, o terceiro de material pronto . Todas as outras remessas desembarcaram no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

O terceiro lote chegou na última sexta-feira (18) com 2 milhões de doses. Em novembro, desembarcaram as primeiras vacinas prontas e, no começo do mês, o governo paulista recebeu 600 litros de matéria-prima para produzir até 1 milhão de doses do imunizante.

A programação do governador João Doria (PSDB) é para que até o dia 31 de dezembro tenham 10,8 milhões de doses do CoronaVac em solo brasileiro.

Novo adiamento

O governo de São Paulo afirmou na quarta-feira (23) que a CoronaVac adiou, novamente, a divulgação dos resultados detalhados dos testes da vacina. O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou apenas que, além de comprovar a segurança, o que já havia sido demonstrado nas fases anteriores, o estudo de fase 3 mostrou que ela é eficaz.

“Recebemos também os dados de eficácia. Nós atingimos o limiar da eficácia que permite o processo de solicitação de uso emergencial, seja aqui no Brasil, seja na China”, disse. Segundo Covas, a divulgação dos dados foi adiada devido a uma cláusula existente no contrato assinado entre a Sinovac e o governo de São Paulo.

O secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, informou que, apesar do atraso, a vacinação no estado terá início no dia 25 de janeiro. O começo da campanha estadual, no entanto, depende da aprovação da vacina pela agência regulatória. O pedido de registro do imunizante, segundo o governo, só será feito após o fim de todos os “trâmites burocráticos” e da análise dos estudos. Ler mais…

Foto: Anastácia Vaz/UFRN

O Rio Grande do Norte registra neste mês de dezembro a segunda maior média diária de casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia. Até quarta-feira (23), o estado teve, em média, 732,4 casos confirmados de pessoas infectadas por dia.

Esse número diário só é menor do que o registrado em junho, mês de pico da pandemia no estado, em que a média de casos confirmados de Covid-19 por dia foi de 779,5.

Nesta semana, inclusive, os laboratórios particulares de Natal registraram um aumento de até 70% na busca por testes para o coronavírus.

Em números absolutos, o mês de dezembro, apesar de ainda não ter terminado, já é o terceiro com maior quantidade de casos confirmados. Até quarta-feira (23), foram 16.847 – atrás apenas dos meses de julho (20.406) e junho (22.608).

Em uma tendência de crescimento, dezembro também já registra mais mortes por Covid-19 do que os novembro, outubro e setembro. Ao todo, são 222 mortes confirmadas pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Nesta quarta-feira, 28 novos óbitos foram informados pela pasta.

O RN tem mais de 111 mil casos confirmados de Covid-19 e ultrapassou os 2.900 mortos pela doença.

O estado também registrou recentemente um crescimento no número de internados por Covid-19 em relação aos meses anteriores. Para comportar o avanço, o governo do RN anunciou a reabertura de 104 leitos, entre críticos e clínicos, para o tratamento da doença no estado.

Apesar disso, o secretário de saúde, Cipriano Maia, disse que é necessário também conseguir controlar a taxa de transmissibilidade da doença para que o número de internações caia e que o sistema de saúde não volte a colapsar.

G1 RN

Foto: Marcelo Camargo

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que, no final de janeiro, alguns grupos prioritários devem começar a receber a primeira dose da vacina contra a covid-19 e que a vacinação em massa deve começar a partir de fevereiro. Pazuello deu entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, que vai ao ar no domingo (27), às 19h30.

“Nós vacinaremos todos os brasileiros de forma igualitária, de forma proporcional ao número de pessoas por estado e de graça. Confiem na estrutura do SUS [Sistema Único de Saúde], confiem que aqui existem pessoas que estão realmente trabalhando diuturnamente para que a gente tenha a vacina distribuída o mais rápido possível e a todos os brasileiros”, disse o ministro.

Pazuello também afirmou que a vacina será voluntária e gratuita.

Até o momento, nenhuma vacina contra a covid-19 foi aprovada para uso no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o país tem contrato “com quatro a cinco laboratórios”, sendo que três vacinas estão na última fase de estudos no Brasil: da Astrazeneca, da Pfizer e da Janssen. Segundo Pazuello, o governo está trabalhando para que o país tenha uma vacina registrada o mais rápido possível.

Segundo o Plano Nacional de Imunização, nas primeiras fases serão vacinados grupos específicos, como trabalhadores da saúde, idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de segurança, indígenas e quilombolas, por exemplo. A expectativa de Pazuello é que a vacinação chegue aos demais públicos da população cerca de quatro meses após a vacinação dos grupos prioritários. Ler mais…


Novo perfil majoritário é composto, principalmente, por pessoas de até 35 anos de idade

Com a chegada das festas do fim de um ano marcado pela pandemia de Covid-19, reunir familiares para as tradicionais ceias natalinas e de réveillon, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), pode ser uma atividade perigosa. A avaliação se dá, sobretudo, pelo novo perfil de infectados identificado, que hoje é quatro anos mais jovem do que o apresentado em julho de 2020.

Segundo os dados da PNAD Contínua do terceiro trimestre de 2020, em cerca de 147 mil domicílios potiguares (12,2% do total) há idosos residindo com jovens de 18 a 35 anos. Isso aumenta o risco de contaminação, especialmente pelo fato de que, segundo relatórios da Secretaria Estadual de Saúde do RN (Sesap/RN), a população jovem corresponde a quase a metade de casos de Covid-19 atualmente (46,5%).

“Festas familiares são um evento catalisador de novas infecções, especialmente quando se reúnem familiares que não tem um convívio diário ou habitual”, enfatizam os pesquisadores em relatório.

Segundo o pesquisador e professor César Rennó Costa, do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), o mesmo padrão de evolução da doença no Brasil foi observado em outros lugares do mundo, ocasionado, especialmente, por festas e eventos públicos.

“Na Flórida, nos Estados Unidos, houve um crescimento acentuado de casos depois das festas de Spring Break – algo como um Carnaval em abril – mas sem que houvesse um paralelo imediado na curva de óbitos. Porém, no mês seguinte, houve uma mudança no perfil dos infectados, tendendo para os mais velhos e logo se observou um aumento nas taxas de hospitalização e de óbitos”, comenta o professor. Ler mais…

A governadora Fátima Bezerra e a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Rio Grande do Norte lançam nesta sexta-feira(18) o Plano Estadual de operacionalização da Vacinação contra Covid-19 em coletiva de imprensa, às 11h30 na Governadoria.

Na ocasião, a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica Alessandra Lucchesi apresentará o plano com todos os detalhes como: fases da vacinação, população, metas a serem atingidas, situação das câmaras frias para armazenamento das vacinas, entre outras informações relevantes para garantir a vacinação em todo o território do Rio Grande do Norte.

Estarão presentes: Governadora Fátima Bezerra, a Secretária Adjunta da SESAP Maura Vanessa Sobreira, a Subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica Alessandra Lucchesi e a presidente do COSEMS Maria Elisa.

PROGRAMAÇÃO

Evento: Coletiva de Imprensa
Local: Governadoria, Centro Administrativo – Natal/RN
Hora: 11h30

A órtese é confeccionada de acordo com a anatomia do braço do usuário

Sexo masculino, 73 anos de idade, branco, sem antecedentes hereditários dignos de referência, praticava atividade física. Um ligeiro enfraquecimento da mão direita, sobretudo nos dedos, evolui gradualmente acompanhada de atrofia dos músculos da mão. Quatro meses se passam e um novo exame acontece. A paralisia acentuada do braço estava entrelaçada à atrofia na musculatura do antebraço, braço e cintura escapular – composta pela escápula e clavícula. Contudo, o reflexo estava vivo no membro afetado e normal nos outros segmentos, sensibilidade normal em todo o corpo, inteligência perfeita e normalidade para alimentar-se.

Essa é parte da descrição do primeiro quadro de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) no Brasil, feita por Cypriano de Souza Freitas durante o 4º Congresso Médico Latino Americano, em agosto de 1909. Acaso fosse transportado no tempo, o paciente hoje poderia contar com uma tecnologia desenvolvida dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que permite amenizar os efeitos da ELA, doença que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa, progressiva e que acarreta em paralisia motora irreversível.

Um dos cientistas envolvidos no desenvolvimento do dispositivo, Danilo Nagem, explica que a nova tecnologia materializa-se na forma de uma órtese que auxiliará a movimentação do membro superior e que pode ser instalado em uma cadeira de rodas, substituindo um dos apoios de braço. Conforme definição ISO, uma órtese – ou ortótese – é um apoio ou dispositivo externo aplicado ao corpo para modificar os aspectos funcionais ou estruturais do sistema neuro músculo-esquelético para obtenção de alguma vantagem mecânica ou ortopédica.

“O mecanismo fica oculto na cadeira como um apoio de braço e pode realizar os movimentos da mão, punho, cotovelo e ombro, permitindo ao paciente alguns movimentos, como cumprimentar um amigo. Tem um outro aspecto relevante : pode ser acoplado à cadeira de rodas de forma discreta sem aparentar um sistema robotizado”, ressaltou.

Embora esteja presente em grande parte do mundo, as taxas de ELA são desconhecidas, pois é considerada uma doença rara. Na Europa e Estados Unidos, a doença afeta cerca de duas pessoas por 100 mil habitantes por ano. No Brasil, a estimativa é que ela atinja cerca de 12 mil pessoas. Seus efeitos costumam afetar toda a família, em virtude das limitações físicas que ela impõe. Assim, um dispositivo que colabore com uma maior independência do paciente tem impacto direto na qualidade de vida não apenas dele. Ler mais…

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