Categoria: Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne hoje (17) para decidir os pedidos de autorização para uso emergencial de vacinas contra a covid-19. A diretoria colegiada do órgão começa a discutir as solicitações às 10h. A reunião será transmitida pelos canais digitais da Anvisa e pela TV Brasil.

O Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a Fundação Oswaldo Cru (Fiocruz), parceira do consórcio Astrazeneca/Oxford, entraram com requerimentos de autorização em caráter emergencial para suas vacinas.

A primeira etapa de verificação analisou se a documentação e as informações essenciais estavam nos materiais apresentados pelos centros de pesquisa. Após essa triagem, os técnicos da Anvisa passaram a examinar os relatórios enviados e os dados constantes nos requerimentos submetidos.

No total, três áreas da agência fizeram exame da documentação apresentada: a de registro de medicamentos, a de boas práticas de fabricação e a de farmacovigilância de medicamentos. Cada setor elaborou um parecer, que servirá como subsídio para a análise e decisão da diretoria colegiada.

O Ministério da Saúde afirmou que caso haja aprovação da Anvisa o início da vacinação pode ocorrer até cinco dias depois. A perspectiva apresentada pelos representantes do órgão é de que o processo possa começar no dia 20 ou 21 de janeiro. Ler mais…

Fila para comprar oxigênio em Manaus. — Foto: Rede Amazônica

G1 AM – Desde a tarde desta sexta (15) até a manhã deste sábado (16), famílias com doentes em casa permaneceram em uma fila, em frente a uma empresa privada fornecedora de oxigênio, para tentar comprar o produto. Porém, eles são informadas que a empresa aguarda reposição.

Manaus enfrenta colapso no sistema de saúde por conta da falta de oxigênio nos hospitais, que estão lotados devido a um novo surto da Covid-19. Mais de 20 pacientes já foram transferidos a outros estados, mas a previsão do governo é enviar mais de 200.

O autônomo Osmir Magalhães está com o pai sendo tratado em casa. Ele conta que chegou na fornecedora às 13h desta sexta, e até a manhã deste sábado não conseguiu reabastecer os cilindros.

“Não dormi, não fui em casa, só me alimentei porque o pessoal da igreja tá vindo aqui, trazendo alimentos, água, sopa. Mas não ‘arredei’ o pé daqui. Quando chegam, dizem que não tem, nunca tem, mas chega carros privados e saem com cilindros”, disse.
O gerente administrativo Richard Rodrigues trabalha em uma empresa médica que presta atendimento a domicílio. Ele esteve no local para comprar oxigênio, mas também não conseguiu.

“Já estamos na fila há mais de 24h. Nossa empresa tem mais de 23 pacientes internados em casa, home care, com Covid. Eles estão falando que não tem gás de oxigênio, mas tem sim. De hora em hora você vê carro entrando, mas a população toda tá desorientada sem saber o que fazer”, relatou.

O empresário Eraldo Júnior foi comprar oxigênio para doar a unidades de saúde de Manaus. Ele diz que uma enfermeira, e a diretora de uma unidade, pediu o apoio dele para recarregar cilindros de oxigênio que tinham acabado no local.

“Eu to doando, minha empresa tá doando. Quero ajudar, a gente tem o cilindro, tem a parte financeira, mas o mais importante a gente não tem, que é o oxigênio”, declarou.
Um senhor que se identificou apenas como Eliomar disse, revoltado, que a mãe dele, de 80 anos, está do lado de fora do Hospital Platão Araújo, recebendo oxigênio de uma ambulância, por falta do gás na unidade.

“Ontem eu passei a tarde todinha aqui. O procurador deixou bem claro que a preferência era para os hospitais. E a minha mãe tá lá tomando oxigênio dentro da ambulância. Oxigênio não tem no pronto-socorro, então cadê e porque eles não liberam isso aqui?”, questionou.

A Rede Amazônica buscou um posicionamento da empresa fornecedora sobre as reclamações, mas ainda não obteve resposta.

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) atualizou os números do coronavírus neste sábado (16). Foram mais 1.702 casos confirmados, totalizando 129.549. Na sexta-feira (15) eram 127.847 infectados.

Com relação aos óbitos no Rio Grande do Norte, são 3.173 no total. Foram 6 (seis) óbitos nas últimas 24 horas (Natal (2), Passagem, Ipanguaçu, Serra do Mel e Mossoró), e 18 ocorridos em dias anteriores e registrados após a confirmação de exames laboratoriais. Óbitos em investigação são 527.

Casos suspeitos somam 69.983 e descartados são 293.829. Recuperados são 96.645.

Via Blog do BG

Representantes do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) participaram, na manhã de hoje (15), de reunião junto à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e à Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap) para debater ações de articulação para a aplicação da vacina Covid-19. O apoio do Instituto deve ser dado no desenvolvimento do sistema de informação que irá gerenciar toda a logística de aplicação da vacina e no apoio à operacionalização desse sistema.

A reunião contou com a participação do reitor do IFRN, professor José Arnóbio, e servidores da área de Tecnologia da Informação do Instituto. O encontro foi articulado pelo pesquisador Ricardo Valentim, do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais), da UFRN. Participaram ainda representantes da Fundação de Apoio ao IFRN (Funcern), que viabiliza a execução dos projetos desenvolvidos pelo Núcleo Avançado de Inovação Tecnológica do Instituto (Navi) do IFRN.

“Em um momento tão crítico para a saúde do nosso país, é uma satisfação imensa para a Instituição poder contribuir com esta ação. E isso só é possível devido ao nível de excelência da formação promovida pelo IFRN”, destacou José Arnóbio. De acordo com o reitor, o Instituto foi convidado a participar da ação em razão da capacidade técnica dos seus servidores e estudantes, como também à capilaridade dos 22 campi, que abrangem todas as regiões do estado.

A parceria deve acontecer com a atuação direta dos servidores – professores e técnicos administrativos – no desenvolvimento do sistema que vai gerenciar a aplicação da vacina. Um grupo de servidores vai se dedicar exclusivamente, nos próximos dias, a esse trabalho. Em seguida, estudantes da área de Tecnologia da Informação deverão ser selecionados em todos os campi para acompanhar o funcionamento do sistema durante a aplicação das vacinas. Para que isso se concretize, segundo o reitor, será exigido que os estudantes que vão atuar no projeto recebam antes a vacina, a fim de garantir a segurança.


As ações serão realizadas com o apoio da Diretoria de Gestão em Tecnologia da Informação (DIGTI), as diretorias acadêmicas dos campi e o Navi/IFRN, em articulação com o Lais/UFRN e a Sesap. Além do reitor, participaram da reunião o diretor em Gestão em Tecnologia da Informação em exercício, Lucas Pereira, os analistas de Tecnologia da Informação Túlio Paiva, Jailton Paiva e Kelson Medeiros e o professor da área de TI Alex Furtunato. Representou a Funcern o Coordenador do Núcleo de Comunicação e Marketing, Teotônio Roque.​


ASSECOM/RN – O Governo do Estado lançou oficialmente nesta sexta-feira (15) o sistema RN Mais Vacina para monitorar o processo de vacinação contra a Covid-19. O sistema vai registrar a chegada da vacina enviada pelo Governo Federal, a transferência aos 167 municípios e a aplicação que será feita pelas secretarias municipais de saúde.

Na próxima segunda-feira (18) o RN Mais Vacina estará disponível para o cidadão iniciar o autocadastramento, que não é obrigatório, mas importante para agilizar o processo. Dentro da estruturação do estado para a vacinação, a governadora Fátima Bezerra anunciou também a compra de mil tablets que serão utilizados nas 711 salas de vacinação ativas nos municípios. O equipamento vai agilizar o cadastramento e o controle da aplicação.

O RN Mais Vacina é resultado de uma parceria firmada pela administração estadual com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), através do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS). “O sistema cumpre papel fundamental para a transparência de todo o processo e assegurar o uso da vacina de forma justa e eficaz. Faremos o rastreamento da vacina em todo o RN”, afirmou a governadora Fátima Bezerra. O transporte e guarda da vacina será acompanhado pelas polícias militar e civil do Estado, com apoio das polícias Federal e Rodoviária Federal.

A chefe do Executivo estadual confirmou ainda a parceria com a Cosern para instalação da rede de frio necessária para a conservação da vacina. São 95 geladeiras especiais e dois refrigeradores científicos para os municípios e para a Unicat, órgão que vai armazenar as vacinas em Natal antes da distribuição às centrais de distribuição aos municípios localizados em Mossoró, Caicó, Santa Cruz, São José do Mipibu, Pau dos Ferros e João Câmara. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) já dispõe de 900 mil seringas e agulhas, quantidade suficiente para a primeira fase, e está adquirindo mais 2 milhões de unidades.

Para iniciar a vacinação o RN agora aguarda apenas a decisão do Governo Federal sobre a compra e envio das vacinas e o calendário para aplicação. “Estamos confiantes e esperançosos que a vacinação começará na próxima quarta-feira como declarou o ministro da saúde, Eduardo Pazzuelo. Na próxima terça-feira estarei em Brasília para a reunião dos governadores com o Ministério da Saúde. Espero que não haja mais adiamentos e que o Governo Federal confirme o calendário de vacinação”, declarou a gestora estadual durante a entrevista coletiva no auditório da Governadoria.

SPUTNIK E ENEM

O Governo do RN e o Consórcio Nordeste iniciaram contatos com o laboratório União Química para aquisição da vacina Sputnik V, de origem russa, como forma de ampliar a disponibilidade do imunizante à população.

Sobre a transferência de dez pacientes com Covid-19 de Manaus para Natal com a finalidade de desafogar o sistema de saúde da capital amazonense, a governadora disse que eles serão atendidos no Hospital Onofre Lopes, da UFRN.

“É um ato de solidariedade. Neste momento precisamos todos colaborar e ajudar. Só assim vamos vencer a pandemia”, afirmou Fátima Bezerra que ainda se posicionou a favor do adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “É lamentável o não adiamento do Enem. O momento é de crescimento da pandemia. Considero extremamente adequado e necessário o adiantamento e o pedido dos governadores neste sentido. Infelizmente o governo federal não foi sensível a este pleito justo e sensato. O mais adequado e recomendado é o adiamento”, declarou.

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (13), durante coletiva de imprensa, que a vacinação contra a covid-19 deverá começar simultaneamente em todos os estados do país. Segundo o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, os imunizantes devem ser distribuídos assim que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) validar o uso emergencial.

A reunião da Anvisa que vai bater o martelo sobre os pedidos do Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceira com o consórcio Astrazeneca/Oxford, será realizada no próximo domingo (17).

“É uma diretriz e nós iremos iniciar a vacinação simultaneamente nos 26 estados e no Distrito Federal. Então, não vai começar por um estado, ela começará em todos os estados ao mesmo tempo. Isso dentro de uma gestão tripartite, uma vez que quem executa a imunização é o município. É feita distribuição logística para os estados, secretarias estaduais de saúde, e destas para as secretarias municipais e para os postos de vacinação, até termos a capilaridade em nossos 38 mil postos de vacinação”, informou. De acordo com Franco, todos os 5.570 municípios receberão doses de vacinas, começando pelas capitais.

“Estamos aguardando ansiosamente autorização para uso emergencial e temporário das duas vacinas que foram solicitadas, a do Instituto Butantan, vacina produzida pelo laboratório Sinovac; e a da Fiocruz, vacina produzida pelo laboratório Astrazeneca em consórcio com Univesidade de Oxford”, destacou o secretário-executivo.

As primeiras doses a serem distribuídas são de vacinas importadas: seis milhões da CoronaVac (Sinovac/Instituto Butantan) e dois milhões de doses da vacina da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz. Nos próximos meses, por acordo de transferência de tecnologia, tanto a Fiocruz quanto o Instituto Butantan vão produzir doses da vacina em território nacional para dar continuidade ao plano nacional de imunização.

Questionado se o governo tem uma data para iniciar a vacinação, o secretário-executivo disse que isso ainda não foi definido.

Requisição de seringas

Élcio Franco também informou que o governo federal fez uma nova requisição administrativa de 30 milhões de seringas a empresas do setor, após uma reunião com representantes da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo).

“Nessa reunião com a Abimo, ficou acertado que, por meio de requisição administrativa, eles poderiam disponibilizar, até o final de janeiro, 30 milhões de seringas. Lembrando que o tempo todo nossa preocupação foi em usar os excedentes preservando os contratos [estoques] que haviam sido feitos com estados e municípios. Então, foi feita mais uma requisição administrativa com 30 milhões de seringas de 3 mililitros (ml), e mais 30 [milhões] de 1 ml”, disse.

Na semana passada, após reunião do presidente Jair Bolsonaro com os três principais fabricantes do país, o governo já havia requisitado outros 30 milhões de seringas e agulhas. Com as duas requisições administrativas, o governo afirma ter assegurado 60 milhões seringas, além dos estoques armazenados por estados e municípios. O primeiro lote desta requisição deve ser entregue até o final de janeiro. Ler mais…


ASSECOM/RN – O Governo do Estado e os pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estão trabalhando em conjunto para aplicar um sistema pioneiro de monitoramento da vacinação contra a Covid-19. O RN+ Vacina vai organizar o recebimento e a distribuição das doses e medir o nível de imunização em cada município.

A aplicação do RN+ Vacina foi discutido em reunião no fim da tarde desta quarta-feira (13) entre a Força-Tarefa do Governo para tratar da vacinação, encabeçada pela governadora Fátima Bezerra, e os pesquisadores do LAIS, no auditório da Governadoria.

“O Rio Grande do Norte está pronto. Tem seringas, tem o sistema de informação com o RN+ Vacina, tem o suporte para os municípios com a rede de frios, de forma que quero mais uma vez assegurar: é a vacina chegando e em 72 horas nós daremos início ao processo de vacinação no RN”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

O RN+ Vacina vai dar total transparência à política de imunização no estado, seguindo a ideia já implantada no Regula RN, que trata dos leitos para tratamentos de pacientes com Covid-19. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) vai acompanhar em tempo real a aplicação das vacinas em cada pessoa cadastrada no sistema e nas 717 salas de vacinação ativas, identificando até o lote da dose aplicada no cidadão.

O controle de estoque implementado pelo RN+ Vacina deverá impedir o desperdício de doses, assim como eventuais “furadas de fila”. O sistema, por exemplo, vai mostrar que há um frasco disponível com dez doses da vacina. Caso o frasco só imunize três cidadãos haverá indício de problema, um alerta será gerado automaticamente e apurado pela Sesap.

A população também vai ter acesso a um vacinômetro, com os percentuais de imunização da população de cada um dos 167 municípios. O sistema também terá um cadastro autodeclarado que permitirá ao Governo conhecer toda a população do RN.

“O Estado vai saber exatamente qual foi o cidadão que recebeu a vacina, vai poder acompanhar essas pessoas. Assim não vai perder vacinas, pois qualquer vacina que venha a ser extraviada será identificada e alguém vai ter que se responsabilizar por isso. É um sistema de organização, de controle, de monitoramento, de avaliação e sobretudo de transparência”, explicou Ricardo Valentim, coordenador do LAIS/UFRN.

O nível de controle do RN + Vacina vai dar à saúde pública estadual um legado para além da pandemia da Covid-19. O Estado vai ter uma ferramenta para controle de toda a vacinação de todas as outras doenças, implementando uma política epidemiológica de assistência, prevenção e promoção da saúde.

“Hoje o Ministério da Saúde não consegue identificar quantas doses tem em uma sala de vacina, só sabe quantas doses nos enviou e controla o percentual de doses aplicadas. Esse novo sistema vai permitir que se identifique a quantidade de doses da vacina na sala de vacinação e se em outra não tem, ajudando na organização da distribuição”, esclareceu Lyane Ramalho, subsecretária de Planejamento e Gestão da Sesap.

Também participaram da reunião o vice-governador Antenor Roberto; o secretário de Estado e a secretária-adjunta da Saúde Pública, Cipriano Maia e Maura Sobreira; o procurador geral adjunto do Estado, José Santana; a assessora especial do Governo, Luciana Daltro; a subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Luchchesi; e os pesquisadores Sedir de Morais e Deyvisson Santos.

De forma virtual, participaram os secretários de Estado da Administração, Virgínia Ferreira; de Gestão de Projetos, Metas e Articulação Institucional, Fernando Mineiro; da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer, Getúlio Marques; e da Segurança Pública e da Defesa Social, Francisco Araújo; o Controlador Geral do Estado, Pedro Lopes; o Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo; os secretários-adjuntos de Tributação, Álvaro Bezerra; do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, Josiane Bezerra; e da Infraestrutura, Haroldo Azevedo Filho.

NoMinuto.com – O Rio Grande do Norte registra 124.523 casos de infecção pelo novo coronavírus, desde o início da pandemia, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) nesta segunda-feira (11). De acordo com o boletim parcial da Sesap, foram 245 novos casos em relação à ontem (10).

Quanto aos óbitos, o número total é de 3.098, sendo 7 registrados nas últimas 24 horas – em Patu, Natal, Caicó (2), Mossoró (2) e Severiano Melo, e mais um confirmado após exames laboratoriais de dias anteriores. Outras 501 mortes seguem em investigação e 724 foram descartadas.

O Estado tem ainda 63.474 casos suspeitos e 285.423 casos descartados. Pelos dados divulgados ontem (10), o RN contabilizava 124.278 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, 3.090 mortes, 63.269 casos suspeitos, 285.063 casos descartados e 65.754 casos inconclusivos, tratados como síndrome gripal não especificada. O número de pacientes recuperados é de 88.210.

Quanto à taxa de ocupação geral das unidades de saúde, os números no final da manhã de hoje mostram 67,1%. São 287 pessoas internadas em leitos clínicos (enfermaria) e críticos (UTI).

A região metropolitana está com 61,6% dos leitos ocupados, a região oeste com 73,8% e a Seridó com 71,4% de ocupação.

A maioria dos brasileiros está disposta a tomar qualquer vacina disponível contra o novo Coronavírus. É o que revela uma pesquisa realizada pela Doctoralia, maior plataforma de agendamento de consultas do mundo, com mais de 21.000 pessoas de cinco países – Brasil, Espanha, Itália, México e Polônia.

O Brasil é o país que tem a maior aceitação de vacinas entre os avaliados. Por aqui 57% dos respondentes disseram que tomariam a vacina contra Covid-19, caso o imunizante estivesse disponível. No México, a taxa é de 55% e na Itália, 47%. Espanha e Polônia apresentaram as maiores taxas de rejeição, com menos de 50% das pessoas dispostas a tomarem qualquer vacina para se proteger.

O dado corrobora uma pesquisa anterior, realizada pelo Global Advisor, em associação com o Fórum Econômico Mundial, que revelou que o Brasil é segundo país do mundo mais disposto a se vacinar, atrás apenas da China.

Apenas 16% dos brasileiros disseram que não tomariam a vacina. A preocupação com possíveis efeitos colaterais é o principal motivo alegado pelos participantes, contando com 58% das respostas. Em seguida está a descrença na efetividade da vacina (23%). Questões religiosas e políticas também apareceram em uma minoria de respostas.

“Os resultados mostram que as pessoas querem se vacinar, mas estão com alguns receios. Acredito que, se os brasileiros tiverem mais acesso à informação ou mais opções de vacinas, haverá um número maior de pessoas dispostas à imunização”, diz Fábio Pires desenvolvedor da pesquisa e líder em Experiência do Paciente na Doctoralia.

Outro importante questionamento foi sobre os cuidados a serem tomados, mesmo após a vacinação. A resposta mais frequente entre os brasileiros foi a manutenção da utilização do álcool em gel, com 38%. O uso de máscaras vem em segundo lugar, com 34% das respostas; seguida do distanciamento social (24%). Apenas 2% disseram que não pretendem continuar com nenhuma medida preventiva.

Telemedicina

A plataforma avaliou também a percepção e intenção das pessoas sobre a telemedicina. A ferramenta se tornou fundamental para a continuidade dos atendimentos médicos de forma segura durante a pandemia. Seu exercício foi autorizado e regulamentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde em março de 2020 como medida emergencial.

Ao serem questionados sobre sua experiência com a telemedicina, 68% de todos os respondentes avaliaram como positivas. Os principais motivos apontados pelas pessoas que não gostam de usar a ferramenta são: 69% preferem contato face a face, 22% acreditam que não vai resolver suas necessidades e 6% disseram que não dominam a tecnologia.

No Brasil, a ferramenta parece ter uma ótima aceitação. Cerca de 80% dos respondentes brasileiros disseram estar dispostos a utilizá-la, mesmo com o fim do isolamento social. Este foi o resultado mais significativo entre os países participantes.

Fonte: Veja

O governo japonês anunciou neste domingo (10) que as autoridades de saúde do país encontraram uma nova variante do coronavírus em quatro viajantes que estiveram no Brasil e voltaram ao Japão em 2 de janeiro.

De acordo com o Ministério da Saúde do Japão, os quatro infectados estiveram no Amazonas — não há detalhes sobre as cidades por onde eles passaram. Os pacientes apresentaram uma variante semelhante às que se disseminaram rapidamente no Reino Unido e na África do Sul e que preocupam pela maior capacidade de contágio (saiba mais detalhes adiante nesta reportagem).

Segundo o governo japonês, esses pacientes são:

Um homem com cerca de 40 anos que chegou ao Japão sem sintomas, mas que, posteriormente, foi internado com dificuldades para respirar;

Uma mulher com cerca de 30 anos, com dor de garganta e dor de cabeça;

Um jovem de idade entre 10 e 19 anos, com febre;

Uma jovem também com idade entre 10 e 19 anos, assintomática.

O Ministério da Saúde informou nesta tarde, por meio de nota, que pediu ao Japão dados de nacionalidade dos viajantes e dos locais de deslocamento no Brasil para rastreamento dos contatos. A pasta também disse comunicou outros centros de vigilância pelo país e reforçou que “não há nenhuma evidência científica que aponte impacto na efetividade do diagnóstico laboratorial ou das vacinas ainda em estudo contra a Covid-19”

Fonte: G1

Saiba mais AQUI

Com o avanço dos casos de Covid-19 no país, alguns estados implementaram restrições de atividades. Em São Paulo, o governo mudou as regras da quarentena para evitar que regiões do estado avançassem para fases mais flexíveis. O prefeito de Belo Horizonte (MG) anunciou que vai voltar a fechar o comércio da cidade a partir da próxima segunda-feira (11) e, no Amazonas, as atividades não essenciais estão suspensas. Já os governos do Paraná e Mato Grosso do Sul estenderam o toque de recolher nos estados.

No entanto, para o médico Ricardo Schnekenberg, pesquisador da Universidade de Oxford que fez parte do grupo de resposta do Imperial College analisando dados do Brasil no ano passado, apesar de parecer positiva, a abordagem regional apresenta problemas na prática. Por isso, ele defende que o país precisa entrar em lockdown, com suporte financeiro para trabalhadores e empresários, e coordenação do governo federal.

— É uma medida ruim, que ninguém quer tomar, mas, diante da situação atual, é a única possível. Outras medidas não gerarão efeito suficiente no tempo que temos até a vacina ser implementada. Não estamos na mesma situação de março, em que se falava em lockdown e não tinha perspectiva de quanto tempo iria demorar. Agora (com as vacinas) temos um horizonte muito mais próximo. É uma medida de curto prazo, que não faz o vírus desaparecer, mas reduz o número de casos para que outras sejam implementadas e tenham efeito a longo prazo — explica Schnekenberg.

Confira matéria na íntegra no O Globo

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) prevê que as vacinas AstraZeneca/Oxford importadas da Índia poderão ser distribuídas no dia seguinte de seu desembarque no Brasil. Em nota divulgada hoje (8), a fundação informou que a chegada das doses será no aeroporto internacional do Rio de Janeiro (RIOGaleão), em data que será confirmada em breve.

“As vacinas prontas chegarão pelo aeroporto RIOGaleão, no Rio de Janeiro, e seguirão, no mesmo dia, para a Fiocruz para rotulagem. No dia seguinte, a partir de Bio-Manguinhos, na Fiocruz, as vacinas poderão seguir diretamente para a distribuição, que está sob responsabilidade do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. A data certa para a chegada dessas vacinas será confirmada em breve”, informou a Fiocruz em nota.

A importação das doses produzidas pelo Instituto Serum, parceiro da AstraZeneca na Índia, é uma estratégia adicional da Fiocruz para antecipar o início da vacinação.

Para que as vacinas importadas da Índia possam ser aplicadas antes do registro definitivo do imunizante no país, a Fiocruz pediu nesta sexta-feira (8) a autorização de uso emergencial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A fundação continua a trabalhar para o registro definitivo, cujo pedido deve ser concluído em 15 de janeiro.

Na nota divulgada hoje pela Fiocruz, a presidente da fundação, Nísia Trindade, comemora o pedido de uso emergencial como um passo importante no enfrentamento da pandemia.

“Este é um momento histórico para a Fiocruz. A submissão desse pedido de autorização para uso emergencial da nossa vacina covid-19, desenvolvida em parceria com a unidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, é um passo importante para que possamos ter acessível, no Programa Nacional de Imunizações (PNI), uma vacina eficaz e segura para o Sistema Único de Saúde. Num momento de tantas dificuldades, em que lamentamos a perda de tantas vidas no Brasil e no mundo, 2021 se inicia com a esperança de termos um caminho, ainda a ser trilhado, de superação dessa crise”. Ler mais…

Foto: Assecom

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou nesta quarta-feira 6 que convocou uma reunião com prefeitos e secretários de Saúde para apresentar o plano estadual de vacinação contra a Covid-19. O encontro, que será presencial e virtual, está marcado para a próxima sexta-feira 8. “Na ocasião, [os prefeitos] serão informados sobre prazo de vacinação, suporte às prefeituras e planejamento em geral”, escreveu a chefe do Executivo no Twitter.

Na terça 5, Fátima publicou na mesma rede social que o governo federal ainda não decidiu sobre a data concreta para iniciar a vacinação no país – o que a governadora definiu como um quadro grave de incertezas. A declaração veio após uma reunião virtual entre governadores de alguns estados e o secretário de vigilância do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros. O grupo cobrou um cronograma, mas saiu sem respostas.

Segundo a governadora do RN, ficou marcada uma nova reunião para a próxima segunda-feira 11 entre o Fórum dos Governadores, o ministro da Saúde, presidentes da Câmara, Senado e STF, além de representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fiocruz e Instituto Butantan.

“Reunião não só tem que acontecer, mas precisa ser resolutiva! Volto a repetir, é urgente! É fundamental que o governo federal assuma a dianteira na coordenação do Plano Nacional de Imunização. Isso significa compra de vacina e insumos, organização de estratégias e definição de uma data para a chegada dessas vacinas aos estados. Reafirmo que no RN estamos com nossa logística pronta para, junto aos municípios, darmos início ao processo de vacinação”, concluiu Fátima. Ler mais…

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